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Caracterização da mobilidade da população da FCUL e avaliação do potencial para redução de emissões

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nos dias que correm, a mobilidade dos cidadãos é uma necessidade cada vez mais recorrente e praticamente um dado adquirido, principalmente nos grandes centros urbanos. As viagens diárias durante a semana são na sua maioria associadas às deslocações pendulares casa-trabalho/trabalho-casa e ainda é muito frequente a utilização do meio de transporte particular (carro). Deste modo, torna-se indispensável a promoção de uma mobilidade sustentável, de forma a reduzir os impactos ambientais, económicos e sociais, que estão associados a uma mobilidade cada vez mais intensa. O estudo dos padrões de mobilidade das populações é um ponto de partida importante e necessário à averiguação de diversas questões, entre elas o nível de emissões de CO2 (Dióxido de carbono) e outras emissões de poluentes regulados tais como CO (Monóxido de carbono), NOx (Óxidos de azoto), PM (Matéria particulada) e COVNM (Compostos Orgânicos Voláteis Não Metânicos), que permitirá elaborar propostas de melhoria. Com o intuito de dar resposta a estas questões, este estudo desenvolveu-se através da realização de inquéritos à população do campus da FCUL. Apesar de ser um universo de pequenas dimensões - cerca de 6 000 pessoas, incluindo docentes/investigadores e estudantes - comparativamente à população nacional (cerca de 10 milhões de pessoas, das quais 7 milhões com idades compreendidas entre os 15 e os 65 anos), é um bom suporte para estudos futuros de pegada carbónica do campus FCUL, demonstrando a aplicabilidade de alguns métodos para estudos de maior amplitude. Nos inquéritos realizados obteve-se uma taxa de resposta de cerca de 10% e concluiu-se que o grupo dos professores e investigadores utilizam essencialmente o carro particular para as suas deslocações diárias. Observou-se que nenhum indivíduo transporta 4 passageiros, isto é, nunca preenche a lotação do veículo, tendo assim sido obtida uma taxa média de ocupação de passageiros por carro de 1,34. Os alunos utilizam maioritariamente os transportes públicos para as suas deslocações multimodais, principalmente o transporte metropolitano. As deslocações pendulares casa-FCUL, para o ano de 2017 foram responsáveis por 411 toneladas de CO2.
Autores principais:Calheiros, Henrique Oliveira da Direita
Assunto:Mobilidade Sustentável Emissões Padrões de Mobilidade Inquéritos Teses de mestrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Nos dias que correm, a mobilidade dos cidadãos é uma necessidade cada vez mais recorrente e praticamente um dado adquirido, principalmente nos grandes centros urbanos. As viagens diárias durante a semana são na sua maioria associadas às deslocações pendulares casa-trabalho/trabalho-casa e ainda é muito frequente a utilização do meio de transporte particular (carro). Deste modo, torna-se indispensável a promoção de uma mobilidade sustentável, de forma a reduzir os impactos ambientais, económicos e sociais, que estão associados a uma mobilidade cada vez mais intensa. O estudo dos padrões de mobilidade das populações é um ponto de partida importante e necessário à averiguação de diversas questões, entre elas o nível de emissões de CO2 (Dióxido de carbono) e outras emissões de poluentes regulados tais como CO (Monóxido de carbono), NOx (Óxidos de azoto), PM (Matéria particulada) e COVNM (Compostos Orgânicos Voláteis Não Metânicos), que permitirá elaborar propostas de melhoria. Com o intuito de dar resposta a estas questões, este estudo desenvolveu-se através da realização de inquéritos à população do campus da FCUL. Apesar de ser um universo de pequenas dimensões - cerca de 6 000 pessoas, incluindo docentes/investigadores e estudantes - comparativamente à população nacional (cerca de 10 milhões de pessoas, das quais 7 milhões com idades compreendidas entre os 15 e os 65 anos), é um bom suporte para estudos futuros de pegada carbónica do campus FCUL, demonstrando a aplicabilidade de alguns métodos para estudos de maior amplitude. Nos inquéritos realizados obteve-se uma taxa de resposta de cerca de 10% e concluiu-se que o grupo dos professores e investigadores utilizam essencialmente o carro particular para as suas deslocações diárias. Observou-se que nenhum indivíduo transporta 4 passageiros, isto é, nunca preenche a lotação do veículo, tendo assim sido obtida uma taxa média de ocupação de passageiros por carro de 1,34. Os alunos utilizam maioritariamente os transportes públicos para as suas deslocações multimodais, principalmente o transporte metropolitano. As deslocações pendulares casa-FCUL, para o ano de 2017 foram responsáveis por 411 toneladas de CO2.