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Void Museum

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Resumo:O Museu é um lugar que espelha os valores da criação da sociedade…metade refletidos, metade reflexão do pensamento arquitetónico. Pode ser entendido como o lugar do arquivo da memória, um mapa da história em constante movimento, um receptor, um reservatório do passado, o invólucro transparente do pensamento... A ideia de acumular tudo, a constituição de uma espécie de arquivo global de todas as épocas, sob todas as formas .. a vontade de enclausurar o tempo num espaço imóvel, abre a possibilidade de transformar a arte de um passado em ideias do futuro. O preservar de todos os acontecimentos sobre a linha que demarca o percurso da memória. O museu tem o poder de refletir os valores e a história do mundo ancestral … o movimento pela passagem do tempo, que separa os arte()factos em galerias de perceção. Numa viagem que parte por uma visão renascentista da sociedade, aos movimentos artísticos modernos, este espaço tem a sabedoria e a capacidade de condensar todas as partes de cada período histórico. Apesar destes ideais, o Museu de hoje perdeu parte do seu propósito, ou concentrou-se num conjunto de diferentes outros propósitos que transfiguraram a essência, a raiz, a origem da sua criação: a preservação da memória no tempo, como espaço que reencarna... A presente proposta é um reencontro da essência perdida do museu, aquela que parte do nível zero em busca de uma raiz … a que parte de um museu mental para se tornar material... O vazio como meio para o encontro da raiz da memória, numa escavação que suporta a fundação do projeto. Uma metáfora que coloca o ser humano como semente, capaz de reconstruir / renovar o conceito de museu. As reflexões das premissas arquitetónicas, no todo da cultura, estabelecem um diálogo através da emancipação do espectador. Deste modo, o Void Museum é um questionar do papel do Museu na sociedade contemporânea — fruto da necessidade da imaginação … Talvez se torne necessário recuar no tempo, a um presente das coisas passadas, para sermos capazes de questionar a importância da cultura, no presente das coisas futuras.
Autores principais:da Fonseca, Francisca Abrantes
Assunto:Void Museum Reflexo (in)visível Raiz Utopia Memória
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O Museu é um lugar que espelha os valores da criação da sociedade…metade refletidos, metade reflexão do pensamento arquitetónico. Pode ser entendido como o lugar do arquivo da memória, um mapa da história em constante movimento, um receptor, um reservatório do passado, o invólucro transparente do pensamento... A ideia de acumular tudo, a constituição de uma espécie de arquivo global de todas as épocas, sob todas as formas .. a vontade de enclausurar o tempo num espaço imóvel, abre a possibilidade de transformar a arte de um passado em ideias do futuro. O preservar de todos os acontecimentos sobre a linha que demarca o percurso da memória. O museu tem o poder de refletir os valores e a história do mundo ancestral … o movimento pela passagem do tempo, que separa os arte()factos em galerias de perceção. Numa viagem que parte por uma visão renascentista da sociedade, aos movimentos artísticos modernos, este espaço tem a sabedoria e a capacidade de condensar todas as partes de cada período histórico. Apesar destes ideais, o Museu de hoje perdeu parte do seu propósito, ou concentrou-se num conjunto de diferentes outros propósitos que transfiguraram a essência, a raiz, a origem da sua criação: a preservação da memória no tempo, como espaço que reencarna... A presente proposta é um reencontro da essência perdida do museu, aquela que parte do nível zero em busca de uma raiz … a que parte de um museu mental para se tornar material... O vazio como meio para o encontro da raiz da memória, numa escavação que suporta a fundação do projeto. Uma metáfora que coloca o ser humano como semente, capaz de reconstruir / renovar o conceito de museu. As reflexões das premissas arquitetónicas, no todo da cultura, estabelecem um diálogo através da emancipação do espectador. Deste modo, o Void Museum é um questionar do papel do Museu na sociedade contemporânea — fruto da necessidade da imaginação … Talvez se torne necessário recuar no tempo, a um presente das coisas passadas, para sermos capazes de questionar a importância da cultura, no presente das coisas futuras.