Publicação
Os internamentos evitáveis como agente modelador do financiamento dos cuidados de saúde no SNS
| Resumo: | INTRODUÇÃO: Os internamentos evitáveis são os indicadores de avaliação dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) que refletem tanto os ganhos em saúde como o desempenho do sistema de saúde. Caracterizam-se como métricas que são utilizadas em diversos países para a avaliação da eficiência do Sistema de Saúde. METODOLOGIA: Desenvolveu-se um estudo observacional e analítico com base na metodologia de Josefina Caminal Homar e na metodologia Canadian Institute for Health Information (CIHI). Recorreu-se à base de dados de Morbilidade Hospitalar disponibilizada pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), IP relativa ao ano de 2015 com um total de 1 675 909 episódios de internamento. Para a análise dos dados recorreu-se ao software SPSS, tendo sempre por base a Tabela de Preços do Serviço Nacional de Saúde vigente para 2015 relativamente ao agrupador de diagnósticos vigente. Decorrente da metodologia utilizada, foram considerados para estudo 69 949 internamentos relativamente à metodologia proposta por Josefina Caminal Homar [1] e 16 156 internamentos no que se refere à metodologia proposta por Brown e outros [2] também designada por Metodologia CIHI. RESULTADOS: Os hospitais H1, H2 e H27 são os que diferem mais de 2% entre as metodologias analisadas. A metodologia espanhola registou maiores valores percentuais para todos os grupos de financiamento definidos pela ACSS, IP excepto nos grupo D e psiquiátrico. Para ambas as metodologias, são os utentes com idade superior a 65 anos que registam maiores percentagens de internamento. Relativamente à residência dos utentes, é em Lisboa e no Porto que se regista o maior número de utentes. No que se refere a Grandes Categorias de Diagnóstico são os grupos 4 e 5 que apresentam valores percentuais superiores para a metodologia espanhola e para a metodologia CIHI, respetivamente. Cruzando informação entre as várias variáveis, concluiu-se o mesmo que individualmente. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que a não existência de internamentos evitáveis nas instituições hospitalares teria um impacto de mais de 3.147 milhões para a metodologia Espanhola e mais de 3.269 milhões para a metodologia CIHI. Concluiu-se também que cerca de 4.31% e 0.99% dos internamentos totais são internamentos evitáveis, para as mesmas metodologias, respetivamente. |
|---|---|
| Autores principais: | Pereira, Mariana Moreira Araújo |
| Assunto: | Internamentos evitáveis Cuidados de Saúde Primários Gestão em Saúde Trabalhos de projecto de mestrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | INTRODUÇÃO: Os internamentos evitáveis são os indicadores de avaliação dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) que refletem tanto os ganhos em saúde como o desempenho do sistema de saúde. Caracterizam-se como métricas que são utilizadas em diversos países para a avaliação da eficiência do Sistema de Saúde. METODOLOGIA: Desenvolveu-se um estudo observacional e analítico com base na metodologia de Josefina Caminal Homar e na metodologia Canadian Institute for Health Information (CIHI). Recorreu-se à base de dados de Morbilidade Hospitalar disponibilizada pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), IP relativa ao ano de 2015 com um total de 1 675 909 episódios de internamento. Para a análise dos dados recorreu-se ao software SPSS, tendo sempre por base a Tabela de Preços do Serviço Nacional de Saúde vigente para 2015 relativamente ao agrupador de diagnósticos vigente. Decorrente da metodologia utilizada, foram considerados para estudo 69 949 internamentos relativamente à metodologia proposta por Josefina Caminal Homar [1] e 16 156 internamentos no que se refere à metodologia proposta por Brown e outros [2] também designada por Metodologia CIHI. RESULTADOS: Os hospitais H1, H2 e H27 são os que diferem mais de 2% entre as metodologias analisadas. A metodologia espanhola registou maiores valores percentuais para todos os grupos de financiamento definidos pela ACSS, IP excepto nos grupo D e psiquiátrico. Para ambas as metodologias, são os utentes com idade superior a 65 anos que registam maiores percentagens de internamento. Relativamente à residência dos utentes, é em Lisboa e no Porto que se regista o maior número de utentes. No que se refere a Grandes Categorias de Diagnóstico são os grupos 4 e 5 que apresentam valores percentuais superiores para a metodologia espanhola e para a metodologia CIHI, respetivamente. Cruzando informação entre as várias variáveis, concluiu-se o mesmo que individualmente. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que a não existência de internamentos evitáveis nas instituições hospitalares teria um impacto de mais de 3.147 milhões para a metodologia Espanhola e mais de 3.269 milhões para a metodologia CIHI. Concluiu-se também que cerca de 4.31% e 0.99% dos internamentos totais são internamentos evitáveis, para as mesmas metodologias, respetivamente. |
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