Publicação
Falsas memórias e influência das emoções
| Resumo: | A memória consiste num conjunto de informações adquiridas e concretizadas pela experiência constituindo representações, mas não a realidade dos acontecimentos sendo deste modo possível a criação de falsas memórias. Abordando uma vertente particular do assunto, existe uma variável que detém grande impacto no processo de formação e conservação da memória: a emoção. Na presente revisão crítica debate-se algumas particularidades da influência das emoções na génese e manutenção das falsas memórias. As conclusões reunidas sustentam a ideia de que emoções desempenham um papel na manutenção tanto de memórias verdadeiras como falsas. Por outro lado, acontecimentos de valência emocional negativa proporcionam taxas de recuperação de memórias (verdadeiras ou falsas) superiores aos de valência neutra, existindo mesmo uma indicação que emoções negativas facilitem em maior proporção a criação de memórias falsas. Conclui-se assim que o facto de uma memória ter conteúdo emocional não é uma garantia de que a mesma seja credível em termos de veracidade. Em relação à discriminação do alvo das falsas memórias, estas direccionam-se sobretudo aos itens centrais perante eventos emocionalmente negativos, e a detalhes face a vivências emocionalmente neutras. Por último, intenta-se também que criar uma falsa memória é bem mais exequível e provável do que inibi-la. |
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| Autores principais: | Figueiredo, Ana Raquel de Jesus |
| Assunto: | Falsas memórias Emoção Memória Psiquiatria Psicologia médica |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A memória consiste num conjunto de informações adquiridas e concretizadas pela experiência constituindo representações, mas não a realidade dos acontecimentos sendo deste modo possível a criação de falsas memórias. Abordando uma vertente particular do assunto, existe uma variável que detém grande impacto no processo de formação e conservação da memória: a emoção. Na presente revisão crítica debate-se algumas particularidades da influência das emoções na génese e manutenção das falsas memórias. As conclusões reunidas sustentam a ideia de que emoções desempenham um papel na manutenção tanto de memórias verdadeiras como falsas. Por outro lado, acontecimentos de valência emocional negativa proporcionam taxas de recuperação de memórias (verdadeiras ou falsas) superiores aos de valência neutra, existindo mesmo uma indicação que emoções negativas facilitem em maior proporção a criação de memórias falsas. Conclui-se assim que o facto de uma memória ter conteúdo emocional não é uma garantia de que a mesma seja credível em termos de veracidade. Em relação à discriminação do alvo das falsas memórias, estas direccionam-se sobretudo aos itens centrais perante eventos emocionalmente negativos, e a detalhes face a vivências emocionalmente neutras. Por último, intenta-se também que criar uma falsa memória é bem mais exequível e provável do que inibi-la. |
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