Publicação
Evidence for the use of a nonsteroidal mineralocorticoid receptor antagonist for the treatment of chronic kidney disease
| Resumo: | A doença renal crónica associa-se a importante morbimortalidade, reforçando a necessidade em desenvolver novos fármacos que controlem o seu impacto em resultados clínicos. Recentemente, vários fármacos demonstraram resultados promissores. Este trabalho sintetiza a evidência para uso de antagonistas dos recetores dos mineralocorticóides não esteróides na doença renal crónica, nomeadamente de fármacos já aprovados (finerenona e esaxerenona) e não aprovados (apararenona e ocedurenona). Para isto, foi realizada uma pesquisa no PubMed e ClinicalTrials.gov com palavras-chave relevantes, de ensaios clínicos e estudos observacionais, terminados ou em andamento, nos últimos cinco anos. A finerenona está aprovada para nefropatia diabética com albuminúria, com resultados provenientes de dois ensaios clínicos de fase três e uma meta-análise a demonstrar melhoria em outcomes renais e cardiovasculares e perfil de segurança adequado, nomeadamente em termos de potássio sérico. O uso combinado de finerenona com inibidores da proteína de transporte sódio-glucose 2 está a ser estudado num ensaio clínico de fase dois. Relativamente à nefropatia não diabética, parece haver benefício na combinação previamente descrita, no entanto estes dados provêm de estudo não controlado com placebo. Adicionalmente, está a decorrer um ensaio clínico de fase três a estudar o uso de finerenona na população com nefropatia não diabética. A esaxerenona está aprovada para hipertensão no Japão, com evidência em nefropatia diabética proveniente de dois ensaios clínicos de fase três, sendo eficaz e seguro na remissão de albuminúria. No entanto, estes decorreram numa população japonesa, limitando a sua validade externa. A ocedurenona é adequada na hipertensão refratária na doença renal crónica. A aparenanona está a ser investigada para a nefropatia diabética, tendo bons resultados de um ensaio clínico de fase dois, limitado por apenas incluir população japonesa. Com esta revisão é dada uma visão global destes fármacos, ajudando num uso baseado na evidência e apontando para a necessidade de mais investigação. |
|---|---|
| Autores principais: | Pliças, Mariana Morais David |
| Assunto: | Antagonistas do recetor de mineralocorticóides não esteróides Doença renal crónica Nefropatia diabética Nefropatia não diabética Nefrologia |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doença renal crónica associa-se a importante morbimortalidade, reforçando a necessidade em desenvolver novos fármacos que controlem o seu impacto em resultados clínicos. Recentemente, vários fármacos demonstraram resultados promissores. Este trabalho sintetiza a evidência para uso de antagonistas dos recetores dos mineralocorticóides não esteróides na doença renal crónica, nomeadamente de fármacos já aprovados (finerenona e esaxerenona) e não aprovados (apararenona e ocedurenona). Para isto, foi realizada uma pesquisa no PubMed e ClinicalTrials.gov com palavras-chave relevantes, de ensaios clínicos e estudos observacionais, terminados ou em andamento, nos últimos cinco anos. A finerenona está aprovada para nefropatia diabética com albuminúria, com resultados provenientes de dois ensaios clínicos de fase três e uma meta-análise a demonstrar melhoria em outcomes renais e cardiovasculares e perfil de segurança adequado, nomeadamente em termos de potássio sérico. O uso combinado de finerenona com inibidores da proteína de transporte sódio-glucose 2 está a ser estudado num ensaio clínico de fase dois. Relativamente à nefropatia não diabética, parece haver benefício na combinação previamente descrita, no entanto estes dados provêm de estudo não controlado com placebo. Adicionalmente, está a decorrer um ensaio clínico de fase três a estudar o uso de finerenona na população com nefropatia não diabética. A esaxerenona está aprovada para hipertensão no Japão, com evidência em nefropatia diabética proveniente de dois ensaios clínicos de fase três, sendo eficaz e seguro na remissão de albuminúria. No entanto, estes decorreram numa população japonesa, limitando a sua validade externa. A ocedurenona é adequada na hipertensão refratária na doença renal crónica. A aparenanona está a ser investigada para a nefropatia diabética, tendo bons resultados de um ensaio clínico de fase dois, limitado por apenas incluir população japonesa. Com esta revisão é dada uma visão global destes fármacos, ajudando num uso baseado na evidência e apontando para a necessidade de mais investigação. |
|---|