Publicação
A influência do meio ecológico na experiência da solidão e no bem-estar subjetivo, numa amostra de adultos mais velhos
| Resumo: | O presente trabalho foca-se no estudo da influência do meio ecológico (urbano vs. rural) sobre a experiência da solidão e do bem-estar subjetivo, numa amostra de adultos mais velhos oriundos da comunidade. Tem como objetivos: (1) analisar a experiência da solidão e do bem-estar subjetivo na amostra; (2) analisar as diferenças na experiência da solidão e na componente cognitiva do constructo de bem-estar subjetivo (satisfação com a vida) em função do meio ecológico; (3) analisar as diferenças da experiência da solidão em função do estado civil; (4) avaliar a influência de variáveis sociodemográficas e psicossociais na experiência da solidão e no bem-estar subjetivo e (5) explorar a relação entre a experiência da solidão e as três componentes do constructo do bem-estar subjetivo (satisfação com a vida, afeto positivo e afeto negativo). Uma amostra de 64 participantes de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 75 e os 85 anos, sem psicopatologia diagnosticada, responderam a quatro instrumentos: Escala de Solidão Social e Emocional (SELSA-S), originalmente desenvolvida por DiTommaso, Brannen, e Best (2004), traduzida e adaptada em Portugal por Fernandes e Neto (2009); Escala de Satisfação com a Vida (SWLS), originalmente desenvolvida por Diener, Emmons, Larsen, e Griffin (1985), traduzida e adaptada em Portugal por Neto, Barros, e Barros (1990), porém, na presente investigação, utilizou-se a ulterior validação realizada por Simões (1992); a Escala de Afetividade Positiva e Negativa (PANAS), originalmente desenvolvida por Watson, Clark, e Tellegen (1988), traduzida e adaptada em Portugal por Simões (1993) e um Questionário Sociodemográfico, construído para recolha de dados sociodemográficos e psicossociais. Os resultados permitem verificar que (1) os idosos que vivem em meio urbano experienciam mais solidão do que aqueles que residem no meio rural; (2) os indivíduos divorciados experienciam mais solidão do que os casados; (3) algumas variáveis sociodemográficas e psicossociais associam-se com a experiência da solidão e do bem-estar subjetivo; (4) a experiência da solidão associa-se com as três componentes do constructo do bem-estar subjetivo. |
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| Autores principais: | Gomes, Carina Filipa Teixeira |
| Assunto: | Solidão Bem-estar subjectivo Adultos Teses de mestrado - 2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente trabalho foca-se no estudo da influência do meio ecológico (urbano vs. rural) sobre a experiência da solidão e do bem-estar subjetivo, numa amostra de adultos mais velhos oriundos da comunidade. Tem como objetivos: (1) analisar a experiência da solidão e do bem-estar subjetivo na amostra; (2) analisar as diferenças na experiência da solidão e na componente cognitiva do constructo de bem-estar subjetivo (satisfação com a vida) em função do meio ecológico; (3) analisar as diferenças da experiência da solidão em função do estado civil; (4) avaliar a influência de variáveis sociodemográficas e psicossociais na experiência da solidão e no bem-estar subjetivo e (5) explorar a relação entre a experiência da solidão e as três componentes do constructo do bem-estar subjetivo (satisfação com a vida, afeto positivo e afeto negativo). Uma amostra de 64 participantes de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 75 e os 85 anos, sem psicopatologia diagnosticada, responderam a quatro instrumentos: Escala de Solidão Social e Emocional (SELSA-S), originalmente desenvolvida por DiTommaso, Brannen, e Best (2004), traduzida e adaptada em Portugal por Fernandes e Neto (2009); Escala de Satisfação com a Vida (SWLS), originalmente desenvolvida por Diener, Emmons, Larsen, e Griffin (1985), traduzida e adaptada em Portugal por Neto, Barros, e Barros (1990), porém, na presente investigação, utilizou-se a ulterior validação realizada por Simões (1992); a Escala de Afetividade Positiva e Negativa (PANAS), originalmente desenvolvida por Watson, Clark, e Tellegen (1988), traduzida e adaptada em Portugal por Simões (1993) e um Questionário Sociodemográfico, construído para recolha de dados sociodemográficos e psicossociais. Os resultados permitem verificar que (1) os idosos que vivem em meio urbano experienciam mais solidão do que aqueles que residem no meio rural; (2) os indivíduos divorciados experienciam mais solidão do que os casados; (3) algumas variáveis sociodemográficas e psicossociais associam-se com a experiência da solidão e do bem-estar subjetivo; (4) a experiência da solidão associa-se com as três componentes do constructo do bem-estar subjetivo. |
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