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Frequency of recurrent pregnancy loss : a systematic review and meta-analysis

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Resumo:Contexto: A frequência de Perda Gestacional Recorrente (PGR) refere-se ao número de todas as mulheres numa população que, num momento específico, tiveram dois, três ou mais abortos consecutivos ou não consecutivos, de acordo com os critérios aplicados. Objetivo: O principal objetivo do presente estudo é determinar a frequência global de PGR. Como objetivos secundários, visámos estimar a frequência de PGR idiopática, de trombofilias, adquiridas e hereditárias, fatores anatómicos, imunológicos, endócrinos, cromossómicos, infecciosos e masculinos. Métodos: Realizámos uma pesquisa nas seguintes bases de dados: PubMed/Medline, EMBASE, Cochrane Library, Scopus e Web of Science. Para o cálculo da frequência, o número total de mulheres com PGR foi utilizado como denominador. Os dados foram submetidos à transformação de Freeman-Tukey (transformação do arco seno duplo) para evitar frequência negativa no intervalo de confiança (IC), limitando o IC entre 0 e 100%. Agrupámos os dados através de um estimador Empirical Bayes para tau2. Resultados: Foram incluídos um total de 30 estudos com 9356 mulheres com PGR. Em relação à frequência global de PGR, estimámos uma frequência de 1% (95% CI 1%-1%, tau2<0.01, I2=93%). Para os objetivos secundários, calculámos uma frequência de: 50% para PGR idiopática (95% CI 44%-55%, tau2<0.01, I2=84%); 15% para trombofilias adquiridas (95% CI 6%-26%, tau2=0.06, I2=99%); 14% para trombofilias hereditárias (95% CI 7%-23%, tau2=0.03, I2=94%); 10% para fatores anatómicos (95% CI 6%-14%, tau2=0.02, I2=97%); 10% para fatores imunológicos (95% CI 3%-22%, tau2=0.04, I2=98%); 10% para fatores endocrinológicos (95% CI 7%-14%, tau2<0.01, I2=94%); 36% para fatores masculinos (95% CI 26%-46%); 6% para fatores cromossómicos (95% CI 3%-10%, tau2=0.01, I2=95%); 14% para fatores infeciosos (95% CI 6%-24%, tau2=0.04, I2=97%). Conclusão: O nosso estudo fornece estimativas atualizadas relativas à frequência global de PGR e relativas à frequência das categorias específicas estudadas, enumeradas acima, contribuindo para a literatura existente.
Autores principais:Moutinho, Filipa Isabel Bravo
Assunto:Perda gestacional recorrente Frequência Aborto Revisão sistemática Meta-análise
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Contexto: A frequência de Perda Gestacional Recorrente (PGR) refere-se ao número de todas as mulheres numa população que, num momento específico, tiveram dois, três ou mais abortos consecutivos ou não consecutivos, de acordo com os critérios aplicados. Objetivo: O principal objetivo do presente estudo é determinar a frequência global de PGR. Como objetivos secundários, visámos estimar a frequência de PGR idiopática, de trombofilias, adquiridas e hereditárias, fatores anatómicos, imunológicos, endócrinos, cromossómicos, infecciosos e masculinos. Métodos: Realizámos uma pesquisa nas seguintes bases de dados: PubMed/Medline, EMBASE, Cochrane Library, Scopus e Web of Science. Para o cálculo da frequência, o número total de mulheres com PGR foi utilizado como denominador. Os dados foram submetidos à transformação de Freeman-Tukey (transformação do arco seno duplo) para evitar frequência negativa no intervalo de confiança (IC), limitando o IC entre 0 e 100%. Agrupámos os dados através de um estimador Empirical Bayes para tau2. Resultados: Foram incluídos um total de 30 estudos com 9356 mulheres com PGR. Em relação à frequência global de PGR, estimámos uma frequência de 1% (95% CI 1%-1%, tau2<0.01, I2=93%). Para os objetivos secundários, calculámos uma frequência de: 50% para PGR idiopática (95% CI 44%-55%, tau2<0.01, I2=84%); 15% para trombofilias adquiridas (95% CI 6%-26%, tau2=0.06, I2=99%); 14% para trombofilias hereditárias (95% CI 7%-23%, tau2=0.03, I2=94%); 10% para fatores anatómicos (95% CI 6%-14%, tau2=0.02, I2=97%); 10% para fatores imunológicos (95% CI 3%-22%, tau2=0.04, I2=98%); 10% para fatores endocrinológicos (95% CI 7%-14%, tau2<0.01, I2=94%); 36% para fatores masculinos (95% CI 26%-46%); 6% para fatores cromossómicos (95% CI 3%-10%, tau2=0.01, I2=95%); 14% para fatores infeciosos (95% CI 6%-24%, tau2=0.04, I2=97%). Conclusão: O nosso estudo fornece estimativas atualizadas relativas à frequência global de PGR e relativas à frequência das categorias específicas estudadas, enumeradas acima, contribuindo para a literatura existente.