Publicação
Estratégias de prevenção de infeções associadas a cateteres
| Resumo: | Numa época em que as infeções adquiridas em ambiente hospitalar atingem números altos existe a necessidade de encontrar soluções que visem a sua prevenção. Assim sendo, é de interesse comum minimizar os tipos de infeção mais frequentes nestes meios, entre as quais, infeções associadas à utilização de cateteres vasculares e urinários. A prevenção destes tipos de infeções começa ainda antes da inserção dos dispositivos médicos pela esterilização destes e pela desinfeção das mãos dos prestadores de cuidados saúde que o irão inserir, passando pelos cuidados na manutenção. Além desses cuidados, as infeções adquiridas pela utilização de dispositivos médicos podem ser prevenidas pela utilização de cateteres constituídos por materiais e moléculas que evitem a formação de biofilmes e consequentemente infeções. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo enunciar os materiais e agentes antimicrobianos de revestimento já usados e as inovações na prevenção de infeções vasculares e urinárias associadas a cateteres. Como estratégias de prevenção de contaminação antimicrobiana podem ser utilizados diferentes materiais para a conceção do cateter e também revestimentos com propriedades antisséticas/bactericidas ou antiadesivas. Dentro das estratégias mais estudadas encontram-se os revestimentos com propriedades antimicrobianas. Entre estes é possível destacar a utilização de metais antibacterianos (e.g. prata), compostos orgânicos (e.g. compostos de amónio quaternário, quitosano e ácido salicílico) e inorgânicos (e.g. espécies reativas de azoto), antibióticos (e.g. a ciprofloxacina, a vancomicina, a gentomicina, a daptomicina, a rifampicina e a minociclina), péptidos antimicrobianos e enzimas. O revestimento com antibióticos continua sem duvida a ser a forma mais eficaz de prevenir infeções associadas a cateteres, contudo, estes estão em desuso por provocarem resistências bacterianas. Os cateteres revestidos com enzimas e com moléculas inibidoras de quórum sensing descritas no final da monografia são as estratégias mais recentes no que concerne à prevenção de infeções. São moléculas inspiradas noutras existentes no sistema imunitário, apresentando por isso elevada biocompatibilidade e especificidade. Assim, o futuro do revestimento de cateteres consiste em sintetizar moléculas biocompatíveis, seletivas para os microrganismos patogénicos com um elevado espetro de ação. |
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| Autores principais: | Vargues, Sofia Guerreiro |
| Assunto: | Prevenção Infeção Agentes antimicrobianos Cateter urinário Cateter vascular Mestrado Integrado - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Numa época em que as infeções adquiridas em ambiente hospitalar atingem números altos existe a necessidade de encontrar soluções que visem a sua prevenção. Assim sendo, é de interesse comum minimizar os tipos de infeção mais frequentes nestes meios, entre as quais, infeções associadas à utilização de cateteres vasculares e urinários. A prevenção destes tipos de infeções começa ainda antes da inserção dos dispositivos médicos pela esterilização destes e pela desinfeção das mãos dos prestadores de cuidados saúde que o irão inserir, passando pelos cuidados na manutenção. Além desses cuidados, as infeções adquiridas pela utilização de dispositivos médicos podem ser prevenidas pela utilização de cateteres constituídos por materiais e moléculas que evitem a formação de biofilmes e consequentemente infeções. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo enunciar os materiais e agentes antimicrobianos de revestimento já usados e as inovações na prevenção de infeções vasculares e urinárias associadas a cateteres. Como estratégias de prevenção de contaminação antimicrobiana podem ser utilizados diferentes materiais para a conceção do cateter e também revestimentos com propriedades antisséticas/bactericidas ou antiadesivas. Dentro das estratégias mais estudadas encontram-se os revestimentos com propriedades antimicrobianas. Entre estes é possível destacar a utilização de metais antibacterianos (e.g. prata), compostos orgânicos (e.g. compostos de amónio quaternário, quitosano e ácido salicílico) e inorgânicos (e.g. espécies reativas de azoto), antibióticos (e.g. a ciprofloxacina, a vancomicina, a gentomicina, a daptomicina, a rifampicina e a minociclina), péptidos antimicrobianos e enzimas. O revestimento com antibióticos continua sem duvida a ser a forma mais eficaz de prevenir infeções associadas a cateteres, contudo, estes estão em desuso por provocarem resistências bacterianas. Os cateteres revestidos com enzimas e com moléculas inibidoras de quórum sensing descritas no final da monografia são as estratégias mais recentes no que concerne à prevenção de infeções. São moléculas inspiradas noutras existentes no sistema imunitário, apresentando por isso elevada biocompatibilidade e especificidade. Assim, o futuro do revestimento de cateteres consiste em sintetizar moléculas biocompatíveis, seletivas para os microrganismos patogénicos com um elevado espetro de ação. |
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