Publicação
Unidades de saúde familiar: impacto sócio económico
| Resumo: | A síntese aqui apresentada revela-nos o Sistema Nacional de Saúde numa das suas componentes principais para o cidadão, resultante da última reforma feita em 2006 (Decreto-Lei n.º 212/2006, de 27 de Outubro) e que se prende com a reforma relativa aos Cuidados de Saúde Primários com a criação das Unidades de Saúde Familiar, que foi o caso estudado. Contudo damo-nos conta que não se trata apenas de saúde, mas de todo um conjunto de premissas que nos irão ajudar a compreender o que está por detrás deste modelo de saúde, tendo em conta o período tão conturbado com que a União Europeia e Portugal em particular se está a confrontar. Assim sendo, este é sem dúvida um tema que merece toda a atenção por que estão envolvidos cidadãos/ utentes e algo básico a cada um destes – Saúde – não apenas no que significa em termos de custos, mas sobretudo em termos de capacidade para o exercício de uma cidadania com qualidade, eficácia e eficiência. Algumas das determinantes na saúde passam por factores externos, como a/e conjuntura da União Económica e Monetária na Europa, os mercados financeiros, os preços das matérias-primas e os parceiros de comércio. Ao nível Interno o ambiente sociopolítico, o comércio externo e interno, bem como as contas públicas com respeito à saúde, as opções políticas, os recursos disponíveis, a continuidade das reformas, a tecnologia e a demografia, além de toda a problemática no mercado interno e suas repercussões no Orçamento de Estado. Por fim, constata-se que as Unidades de Saúde Familiar foram criadas também com vista à redução da despesa pública, uma vez que sendo compostas por equipas multidisciplinares visando a prossecução de objectivos definidos no contrato programa, a remuneração é variável e consequentemente, o custo final advém mais reduzido. Mas em termos gerais, pode-se concluir que as Unidades de Saúde Familiar conduziram a uma melhoria substancial em termos de prestação de Cuidados de Saúde Primários, os utentes são sempre consultados, mesmo na eventualidade do seu médico assistente não se encontrar, os serviços apresentam-se totalmente informatizados. Com a criação da USF assiste-se a um aumernto da proximidade por parte da prestação dos cuidados de saúde primários, para além de terem tido um papel de contágio e dinamizador no aumento e melhoria em como os cuidados são prestados. Constata-se que a obrigatoriedade no cumprimento de objectivos leva a um maior desgaste clinico em que o doente por vezes é remetido para segundo plano – contrariedade? Não, por vezes é dificil ter o melhor de dois de mundos e há que renegar a um para ter o outro. Nas entrevistas realizadas existiram alguns constragimentos na realização das mesmas e mesmo na análise de dados, as entrevistas poderiam ter sido realizadas por forma a que os dados obtidos não permitissem divagar e serem mais concisos/ objectivos. Pelo que a matéria aqui apresentada poderia ser mais aprofundada, levando a conclusões mais concretas. |
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| Autores principais: | Fernandes, Luís Miguel Massa |
| Assunto: | Unidades de saúde familiar Agrupamento de centros de saúde Reorganização Objectivos Equipa e despesa pública Family health units Group health centre Reorganization Objectives Team and public expenditure |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A síntese aqui apresentada revela-nos o Sistema Nacional de Saúde numa das suas componentes principais para o cidadão, resultante da última reforma feita em 2006 (Decreto-Lei n.º 212/2006, de 27 de Outubro) e que se prende com a reforma relativa aos Cuidados de Saúde Primários com a criação das Unidades de Saúde Familiar, que foi o caso estudado. Contudo damo-nos conta que não se trata apenas de saúde, mas de todo um conjunto de premissas que nos irão ajudar a compreender o que está por detrás deste modelo de saúde, tendo em conta o período tão conturbado com que a União Europeia e Portugal em particular se está a confrontar. Assim sendo, este é sem dúvida um tema que merece toda a atenção por que estão envolvidos cidadãos/ utentes e algo básico a cada um destes – Saúde – não apenas no que significa em termos de custos, mas sobretudo em termos de capacidade para o exercício de uma cidadania com qualidade, eficácia e eficiência. Algumas das determinantes na saúde passam por factores externos, como a/e conjuntura da União Económica e Monetária na Europa, os mercados financeiros, os preços das matérias-primas e os parceiros de comércio. Ao nível Interno o ambiente sociopolítico, o comércio externo e interno, bem como as contas públicas com respeito à saúde, as opções políticas, os recursos disponíveis, a continuidade das reformas, a tecnologia e a demografia, além de toda a problemática no mercado interno e suas repercussões no Orçamento de Estado. Por fim, constata-se que as Unidades de Saúde Familiar foram criadas também com vista à redução da despesa pública, uma vez que sendo compostas por equipas multidisciplinares visando a prossecução de objectivos definidos no contrato programa, a remuneração é variável e consequentemente, o custo final advém mais reduzido. Mas em termos gerais, pode-se concluir que as Unidades de Saúde Familiar conduziram a uma melhoria substancial em termos de prestação de Cuidados de Saúde Primários, os utentes são sempre consultados, mesmo na eventualidade do seu médico assistente não se encontrar, os serviços apresentam-se totalmente informatizados. Com a criação da USF assiste-se a um aumernto da proximidade por parte da prestação dos cuidados de saúde primários, para além de terem tido um papel de contágio e dinamizador no aumento e melhoria em como os cuidados são prestados. Constata-se que a obrigatoriedade no cumprimento de objectivos leva a um maior desgaste clinico em que o doente por vezes é remetido para segundo plano – contrariedade? Não, por vezes é dificil ter o melhor de dois de mundos e há que renegar a um para ter o outro. Nas entrevistas realizadas existiram alguns constragimentos na realização das mesmas e mesmo na análise de dados, as entrevistas poderiam ter sido realizadas por forma a que os dados obtidos não permitissem divagar e serem mais concisos/ objectivos. Pelo que a matéria aqui apresentada poderia ser mais aprofundada, levando a conclusões mais concretas. |
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