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Faunas domésticas e rituais funerários em Alcácer do Sal (Idade do Ferro)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As escavações das décadas 20, 60 e 80 do século XX na necrópole da Idade do Ferro do Olival do Senhor dos Mártires, em Alcácer do Sal, as primeiras sob a responsabilidade de Vergílio Correia e as duas restantes dirigidas por António Cavaleiro Paixão, permitiram recolher um importante conjunto faunístico. Os restos, variados quanto às espécies e no que diz respeito às partes do esqueleto representadas, foram recuperados quer no interior das sepulturas quer na área entre elas. A análise contextual que foi possível concretizar permite leituras acerca dos rituais praticados, que não se esgotam na clara evidência da prática de actividades que se relacionam com o consumo de alimentos na área da necrópole. Este consumo, que pode ter assumido o carácter de “banquete”, é aqui estudado, tendo em consideração as espécies consumidas, que são também abordadas na perspectiva de oferendas aos indivíduos sepultados. Por outro lado, as características desta necrópole, cujos espólios e arquitectura evidenciam forte relação com o Mediterrâneo central e oriental, são determinantes na discussão das práticas de rituais orientais, no Extremo Ocidente, como as agora descritas.
Autores principais:Cardoso, João Luís
Outros Autores:Arruda, Ana Margarida
Assunto:Alcácer do Sal Necrópole Idade do Ferro Fauna Banquete funerário
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As escavações das décadas 20, 60 e 80 do século XX na necrópole da Idade do Ferro do Olival do Senhor dos Mártires, em Alcácer do Sal, as primeiras sob a responsabilidade de Vergílio Correia e as duas restantes dirigidas por António Cavaleiro Paixão, permitiram recolher um importante conjunto faunístico. Os restos, variados quanto às espécies e no que diz respeito às partes do esqueleto representadas, foram recuperados quer no interior das sepulturas quer na área entre elas. A análise contextual que foi possível concretizar permite leituras acerca dos rituais praticados, que não se esgotam na clara evidência da prática de actividades que se relacionam com o consumo de alimentos na área da necrópole. Este consumo, que pode ter assumido o carácter de “banquete”, é aqui estudado, tendo em consideração as espécies consumidas, que são também abordadas na perspectiva de oferendas aos indivíduos sepultados. Por outro lado, as características desta necrópole, cujos espólios e arquitectura evidenciam forte relação com o Mediterrâneo central e oriental, são determinantes na discussão das práticas de rituais orientais, no Extremo Ocidente, como as agora descritas.