Publicação
Bronquite bacteriana prolongada : uma revisão da literatura
| Resumo: | Embora seja, muitas vezes, desvalorizada pela classe médica, a prevalência da tosse crónica tem vindo a aumentar. Em crianças com idade inferior a 15 anos, as causas mais frequentes de tosse húmida crónica são a asma e a bronquite bacteriana prolongada (BBP). A BBP só foi descrita pela primeira vez em 2006 e tem vindo a ganhar aceitação como diagnóstico, embora permaneça pouco conhecida pela classe médica. Este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão sobre o que se sabe até ao momento acerca da BBP. Assim, a autora pesquisou estudos publicados e indexados na base de dados PubMed, entre outubro de 2016 e março de 2019, usando uma estratégia de busca que incluiu os termos “ protracted bacterial bronchitis”, “chronic cough” e “chronic wet cough”. A BBP, definida por tosse húmida crónica, sem sinais ou sintomas sugestivos de causa subjacente que a justifiquem, e que melhora com duas semanas de terapêutica antibiótica apropriada, é responsável por 41-47% dos casos de tosse crónica. Contudo, os dados epidemiológicos relativos a esta doença são escassos. Novos achados relativos à fisiopatologia e etiologia desta entidade clínica têm sido desvendados. No entanto, a distinção entre a BBP e a asma e sibilância recorrente continua a ser difícil de executar clinicamente. A duração ótima do tratamento antibiótico e o tipo de antibiótico a utilizar tem também sido alvo de vários estudos nos últimos anos, mas permanece por esclarecer, assim como a utilidade de novas medidas terapêuticas. Clara, parece ser, cada vez mais, a relação entre a BBP e as bronquiectasias e a existência de um espetro clínico contínuo entre estas patologias. Apesar dos avanços na investigação da BBP nos últimos anos, são necessários mais estudos sobre esta entidade para permitir uma maior consciência da BBP na comunidade médica e a sua prevenção. |
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| Autores principais: | Franco, Inês Cruz |
| Assunto: | Bronquite bacteriana prolongada Tosse crónica Haemophilus influenzae Antibiótico Bronquiectasias Pediatria |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Embora seja, muitas vezes, desvalorizada pela classe médica, a prevalência da tosse crónica tem vindo a aumentar. Em crianças com idade inferior a 15 anos, as causas mais frequentes de tosse húmida crónica são a asma e a bronquite bacteriana prolongada (BBP). A BBP só foi descrita pela primeira vez em 2006 e tem vindo a ganhar aceitação como diagnóstico, embora permaneça pouco conhecida pela classe médica. Este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão sobre o que se sabe até ao momento acerca da BBP. Assim, a autora pesquisou estudos publicados e indexados na base de dados PubMed, entre outubro de 2016 e março de 2019, usando uma estratégia de busca que incluiu os termos “ protracted bacterial bronchitis”, “chronic cough” e “chronic wet cough”. A BBP, definida por tosse húmida crónica, sem sinais ou sintomas sugestivos de causa subjacente que a justifiquem, e que melhora com duas semanas de terapêutica antibiótica apropriada, é responsável por 41-47% dos casos de tosse crónica. Contudo, os dados epidemiológicos relativos a esta doença são escassos. Novos achados relativos à fisiopatologia e etiologia desta entidade clínica têm sido desvendados. No entanto, a distinção entre a BBP e a asma e sibilância recorrente continua a ser difícil de executar clinicamente. A duração ótima do tratamento antibiótico e o tipo de antibiótico a utilizar tem também sido alvo de vários estudos nos últimos anos, mas permanece por esclarecer, assim como a utilidade de novas medidas terapêuticas. Clara, parece ser, cada vez mais, a relação entre a BBP e as bronquiectasias e a existência de um espetro clínico contínuo entre estas patologias. Apesar dos avanços na investigação da BBP nos últimos anos, são necessários mais estudos sobre esta entidade para permitir uma maior consciência da BBP na comunidade médica e a sua prevenção. |
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