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Compartimentos hídricos, distribuição de fluidos e força muscular em mulheres pós-menopausicas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O objetivo deste estudo foi analisar o papel dos compartimentos hídricos e distribuição hídrica, estimados pela impedância bioelétrica (BIA), na explicação da força de preensão do membro superior dominante (FPMSD) e força máxima dos membros inferiores (FMMI), em mulheres pós-menopáusicas, ajustando para co-variáveis. Métodos: Foram avaliadas 137 mulheres, com idade média de 61,3 ± 6,4 anos. A água corporal total (ACT), água intracelular (AIC) e água extracelular (AEC) foram estimadas com recurso à BIA. A massa isenta de gordura (MIG) e massa gorda (MG) foram determinadas através da densitometria radiológica de dupla energia (DXA). A FPMSD foi medida com recurso a um dinamómetro (Jamar), no membro superior dominante de cada participante. A FMMI foi obtida através do teste horizontal de contração máxima dos membros inferiores, com recurso a uma prensa de pernas horizontal (S0409, BPH) Resultados: Independentemente da idade, terapêutica hormonal, toma de diuréticos, MIG MI e MG total, a AIC, ACT, e rácio AEC/AIC apresentam correlação significativa na explicação da FMMI (ß= 0,326; p<0,01, ß=0,323; p<0,01 e ß= -0,220; p<0,01, respetivamente). Contudo, nenhum dos compartimentos hídricos e distribuição hídrica foi determinante na predição dos valores de FPMSD. Conclusão: Valores mais altos da AIC sugerem valores superiores de força nas mulheres pós-menopáusicas, sugerindo que a AIC não tem apenas função estrutural, mas também funcional.
Autores principais:Penedos, Teresa Carvalho dos
Assunto:Água intracelular Água extracelular Água corporal total Impedância Bioelétrica Força máxima dos membros inferiores Handgrip Menopausa Envelhecimento Distribuição hídrica Mulheres pós-menopáusicas Intracellular water Extracellular water Total body water Bioelectric impedance Handgrip Maximum strength of the leg Menopause Ageing Fluid distribution Post-menopausal women
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O objetivo deste estudo foi analisar o papel dos compartimentos hídricos e distribuição hídrica, estimados pela impedância bioelétrica (BIA), na explicação da força de preensão do membro superior dominante (FPMSD) e força máxima dos membros inferiores (FMMI), em mulheres pós-menopáusicas, ajustando para co-variáveis. Métodos: Foram avaliadas 137 mulheres, com idade média de 61,3 ± 6,4 anos. A água corporal total (ACT), água intracelular (AIC) e água extracelular (AEC) foram estimadas com recurso à BIA. A massa isenta de gordura (MIG) e massa gorda (MG) foram determinadas através da densitometria radiológica de dupla energia (DXA). A FPMSD foi medida com recurso a um dinamómetro (Jamar), no membro superior dominante de cada participante. A FMMI foi obtida através do teste horizontal de contração máxima dos membros inferiores, com recurso a uma prensa de pernas horizontal (S0409, BPH) Resultados: Independentemente da idade, terapêutica hormonal, toma de diuréticos, MIG MI e MG total, a AIC, ACT, e rácio AEC/AIC apresentam correlação significativa na explicação da FMMI (ß= 0,326; p<0,01, ß=0,323; p<0,01 e ß= -0,220; p<0,01, respetivamente). Contudo, nenhum dos compartimentos hídricos e distribuição hídrica foi determinante na predição dos valores de FPMSD. Conclusão: Valores mais altos da AIC sugerem valores superiores de força nas mulheres pós-menopáusicas, sugerindo que a AIC não tem apenas função estrutural, mas também funcional.