Publicação
Avaliação da actividade anti-inflamatória do ácido rosmarínico e de um extracto de Rosmarinus officinalis
| Resumo: | O decréscimo no aparecimento de novas entidades químicas com actividade terapêutica é reconhecido e levou a um número cada vez menor de novos fármacos aprovados. Tornou-se claramente necessária uma alteração nos processos de rastreio e desenvolvimento de medicamentos e os produtos naturais poderão ser de uma importância fulcral com fonte de novas moléculas. Neste trabalho demonstrámos que o ácido rosmarínico e um extracto de R. officinalis apresentam elevadas capacidades anti-oxidantes, como demonstrado pelo ensaio in vitro ORAC. A administração de ácido rosmarínico e extracto de R officinalis foi eficaz na redução do edema induzido pela administração sub-plantar de carragenina, tendo sido observado um efeito anti-inflamatório da mesma magnitude que a indometacina, um anti-inflamatório não esteróide, assim como ao obtido para substâncias com actividade anti-oxidante reconhecida, como o licopeno, tempol e trolox. Através da análise química do extracto, foi possível verificar que o mesmo apresentava uma elevada concentração de ácido rosmarínico, assim como concentrações reduzidas de outros compostos polifenólicos. A comparação do efeito anti-inflamatório no modelo de inflamação local revelou que o efeito do extracto e do ácido rosmarínico é sobreponível, para a mesma dose de ácido rosmarínico. Este dado parece indicar que a actividade anti-inflamatória observada para o extracto é atribuível apenas ao ácido rosmarínico. Desta forma, este trabalho sugere que a administração isolada do ácido rosmarínico como fármaco anti-inflamatório será uma escolha mais racional. Pelo menos em parte, a actividade anti-inflamatória evidenciada pelo ácido rosmarínico será atribuível à elevada capacidade anti-oxidante. No entanto, a actividade ao nível do sistema do complemento ou no processo de activação do NF-κB poderá ser responsável por grande parte da actividade anti-inflamatória. Como conclusão, a informação produzida por este trabalho, em conjunto com a literatura publicada até ao momento, parece apoiar a investigação do ácido rosmarínico no sentido do desenvolvimento de um fármaco anti-inflamatório. |
|---|---|
| Autores principais: | Rocha, João Pedro Fidalgo, 1982- |
| Assunto: | Farmacologia Fitofarmácia Teses de mestrado |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O decréscimo no aparecimento de novas entidades químicas com actividade terapêutica é reconhecido e levou a um número cada vez menor de novos fármacos aprovados. Tornou-se claramente necessária uma alteração nos processos de rastreio e desenvolvimento de medicamentos e os produtos naturais poderão ser de uma importância fulcral com fonte de novas moléculas. Neste trabalho demonstrámos que o ácido rosmarínico e um extracto de R. officinalis apresentam elevadas capacidades anti-oxidantes, como demonstrado pelo ensaio in vitro ORAC. A administração de ácido rosmarínico e extracto de R officinalis foi eficaz na redução do edema induzido pela administração sub-plantar de carragenina, tendo sido observado um efeito anti-inflamatório da mesma magnitude que a indometacina, um anti-inflamatório não esteróide, assim como ao obtido para substâncias com actividade anti-oxidante reconhecida, como o licopeno, tempol e trolox. Através da análise química do extracto, foi possível verificar que o mesmo apresentava uma elevada concentração de ácido rosmarínico, assim como concentrações reduzidas de outros compostos polifenólicos. A comparação do efeito anti-inflamatório no modelo de inflamação local revelou que o efeito do extracto e do ácido rosmarínico é sobreponível, para a mesma dose de ácido rosmarínico. Este dado parece indicar que a actividade anti-inflamatória observada para o extracto é atribuível apenas ao ácido rosmarínico. Desta forma, este trabalho sugere que a administração isolada do ácido rosmarínico como fármaco anti-inflamatório será uma escolha mais racional. Pelo menos em parte, a actividade anti-inflamatória evidenciada pelo ácido rosmarínico será atribuível à elevada capacidade anti-oxidante. No entanto, a actividade ao nível do sistema do complemento ou no processo de activação do NF-κB poderá ser responsável por grande parte da actividade anti-inflamatória. Como conclusão, a informação produzida por este trabalho, em conjunto com a literatura publicada até ao momento, parece apoiar a investigação do ácido rosmarínico no sentido do desenvolvimento de um fármaco anti-inflamatório. |
|---|