Publicação
Modelo preditivo da readmissão hospitalar não planeada aos 30 dias num Departamento de Medicina
| Resumo: | Introdução: Para além dos custos de mortalidade, morbilidade e económicos que lhe estão associados, a Readmissão Hospitalar não Planeada (RHnP) pode ser o reflexo de uma abordagem não efectiva do doente ou da ocorrência de complicações referentes ao internamento inicial. Objectivos: Quantificar a Taxa de RHnP num Departamento de Medicina (DM). Identificar os factores associados à RHnP. Construir um modelo preditivo do risco de ocorrência de RHnP. Material, População e Métodos: Estudo observacional de um coorte de doentes com alta hospitalar do DM do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio. Quantificou-se a Taxa de Incidência de RHnP aos 30 dias após alta. Identificaram-se os factores associados à RHnP através de estudo caso-controlo aninhado na coorte. O modelo preditivo de RHnP foi obtido por regressão logística múltipla. Resultados: Incluíram-se 1187 indivíduos. Taxa de Incidência de RHnP de 14,1% (168 casos). No caso-controlo identificaram-se 19 variáveis com associação à RHnP (p 0,05) na análise bivariada. Apenas 7 variáveis mantiveram a associação após análise multivariada (p 0,05): 1 internamento nos 3 meses prévios (OR 5,3); 3 episódios de urgência no ano prévio (OR 4,0); presença das comorbilidades neoplasia maligna (OR 8,5), insuficiência cardíaca e arritmia crónicas (OR 3,8), demência (OR 3,5) e deficiência sensorial (OR 2,6); 1 critério de instabilidade clínica no dia de alta (OR 3,3). O modelo preditivo apresentou bom poder discriminativo (c=83%, p < 0,001), com sensibilidade de 73,3% e especificidade de 82,4%. Conclusões: Identificaram-se como dimensões associadas à RHnP a utilização prévia de cuidados hospitalares, as comorbilidades apresentadas e a estabilidade clínica no dia de alta. A equação preditiva obtida, para além da potencial utilização na estratificação do risco de RHnP, poderá vir a ser empregue na padronização de taxas de incidência de RHnP entre diferentes instituições. |
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| Autores principais: | Vieira, Nuno Filipe da Costa Bernardino, 1978- |
| Assunto: | Readmissão hospitalar não planeada Departamento de Medicina Modelo preditivo Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Para além dos custos de mortalidade, morbilidade e económicos que lhe estão associados, a Readmissão Hospitalar não Planeada (RHnP) pode ser o reflexo de uma abordagem não efectiva do doente ou da ocorrência de complicações referentes ao internamento inicial. Objectivos: Quantificar a Taxa de RHnP num Departamento de Medicina (DM). Identificar os factores associados à RHnP. Construir um modelo preditivo do risco de ocorrência de RHnP. Material, População e Métodos: Estudo observacional de um coorte de doentes com alta hospitalar do DM do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio. Quantificou-se a Taxa de Incidência de RHnP aos 30 dias após alta. Identificaram-se os factores associados à RHnP através de estudo caso-controlo aninhado na coorte. O modelo preditivo de RHnP foi obtido por regressão logística múltipla. Resultados: Incluíram-se 1187 indivíduos. Taxa de Incidência de RHnP de 14,1% (168 casos). No caso-controlo identificaram-se 19 variáveis com associação à RHnP (p 0,05) na análise bivariada. Apenas 7 variáveis mantiveram a associação após análise multivariada (p 0,05): 1 internamento nos 3 meses prévios (OR 5,3); 3 episódios de urgência no ano prévio (OR 4,0); presença das comorbilidades neoplasia maligna (OR 8,5), insuficiência cardíaca e arritmia crónicas (OR 3,8), demência (OR 3,5) e deficiência sensorial (OR 2,6); 1 critério de instabilidade clínica no dia de alta (OR 3,3). O modelo preditivo apresentou bom poder discriminativo (c=83%, p < 0,001), com sensibilidade de 73,3% e especificidade de 82,4%. Conclusões: Identificaram-se como dimensões associadas à RHnP a utilização prévia de cuidados hospitalares, as comorbilidades apresentadas e a estabilidade clínica no dia de alta. A equação preditiva obtida, para além da potencial utilização na estratificação do risco de RHnP, poderá vir a ser empregue na padronização de taxas de incidência de RHnP entre diferentes instituições. |
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