Publicação

Uma explicação de activação-monitorização para o efeito de ancoragem

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A explicação do Modelo de Acessibilidade Selectiva (MAS; Strack & Mussweiler, 1997) para o efeito de ancoragem parece ser aquela que reúne actualmente maior consenso. Segundo este modelo o efeito resulta da combinação de mecanismos de primação semântica e de teste confirmatório de hipóteses e não é passível de ser voluntariamente evitado. Pelo contrário, ao combinar processos automáticos de activação da informação com processos deliberados de monitorização da informação activada ou das respostas dos participantes às questões que lhes são colocadas, a explicação de activação-monitorização proposta neste estudo contempla a possibilidade deste efeito ser reduzido ou mesmo eliminado. Segundo esta explicação a dificuldade habitualmente encontrada na diminuição ou eliminação do efeito (e.g. Wilson et al., 1996; Epley & Gilovich, 2001) decorre da utilização de planos experimentais em que os mecanismos de monitorização dificilmente serão desencadeados e não de uma real impossibilidade de diminuição ou eliminação do efeito. Assim, as experiências propostas visam testar os participantes em situações em que os mecanismos de monitorização podem ser desencadeados, isto é, em situações em que os participantes têm consciência do efeito (experiências 1 a 3), possibilidade de conhecer o seu desempenho (experiências 2 e 3) e oportunidade de melhorá-lo (experiência 2). Nestas experiências a consciência do efeito é dada aos participantes pela introdução de aviso e o seu efeito supõe-se condicionado às manipulações com que se articula, isto é, ordem de realização dos julgamentos absolutos (experiência 1), (in)existência de feedback e tipo de contingência âncora-feedback (experiência 2). Atendendo ao facto das âncoras utilizadas na experiência 3 desencadearem facilmente o processo de monitorização, espera-se que o aviso do efeito permita por si só produzir efeito. Os resultados esperados nas várias experiências foram apresentados e discutidos, tendo sido igualmente discutidas as suas implicações práticas e teóricas.
Autores principais:Reis, Joana
Assunto:Cognição social Teses de mestrado - 2009 Ancoragem Acessibilidade selectiva
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A explicação do Modelo de Acessibilidade Selectiva (MAS; Strack & Mussweiler, 1997) para o efeito de ancoragem parece ser aquela que reúne actualmente maior consenso. Segundo este modelo o efeito resulta da combinação de mecanismos de primação semântica e de teste confirmatório de hipóteses e não é passível de ser voluntariamente evitado. Pelo contrário, ao combinar processos automáticos de activação da informação com processos deliberados de monitorização da informação activada ou das respostas dos participantes às questões que lhes são colocadas, a explicação de activação-monitorização proposta neste estudo contempla a possibilidade deste efeito ser reduzido ou mesmo eliminado. Segundo esta explicação a dificuldade habitualmente encontrada na diminuição ou eliminação do efeito (e.g. Wilson et al., 1996; Epley & Gilovich, 2001) decorre da utilização de planos experimentais em que os mecanismos de monitorização dificilmente serão desencadeados e não de uma real impossibilidade de diminuição ou eliminação do efeito. Assim, as experiências propostas visam testar os participantes em situações em que os mecanismos de monitorização podem ser desencadeados, isto é, em situações em que os participantes têm consciência do efeito (experiências 1 a 3), possibilidade de conhecer o seu desempenho (experiências 2 e 3) e oportunidade de melhorá-lo (experiência 2). Nestas experiências a consciência do efeito é dada aos participantes pela introdução de aviso e o seu efeito supõe-se condicionado às manipulações com que se articula, isto é, ordem de realização dos julgamentos absolutos (experiência 1), (in)existência de feedback e tipo de contingência âncora-feedback (experiência 2). Atendendo ao facto das âncoras utilizadas na experiência 3 desencadearem facilmente o processo de monitorização, espera-se que o aviso do efeito permita por si só produzir efeito. Os resultados esperados nas várias experiências foram apresentados e discutidos, tendo sido igualmente discutidas as suas implicações práticas e teóricas.