Publicação
A cidade no estado novo
| Resumo: | Durante o segundo e o terceiro quartéis de novecentos, verificou-se uma significativa produção urbanística destinada à Metrópole, que se inicia, em 1934, com a criação dos Planos Gerais de Urbanização. Dez anos depois, Marcello Caetano cria o Gabinete de Urbanização Colonial, que tinha como objectivo ordenar os territórios portugueses de África, planear novos núcleos urbanos e disciplinar a sua expansão. À frente da produção para ambos os territórios, com mais de cento e cinquenta Planos Gerais de Urbanização, encontra-se João António de Aguiar, Arquitecto com experiência resultante da colaboração com figuras como Cristino da Silva, Donat-Alfred Agache, Étienne de Groër e Francisco Keil do Amaral. Possuidor de uma linguagem própria, apesar de estruturada segundo uma lógica socialmente hierarquizada por uma política autoritária e centralista do Regime, este Arquitecto redesenhava cidades, projectando estruturas urbano-arquitectónicas coesas, com base num processo de composição que recorria aos elementos primários da cidade, como componentes estruturantes dos respectivos planos. Com uma obra que se distribui por três continentes, a análise da produção deste Arquitecto oferece-nos a possibilidade de estudar a sua obra ao detalhe e de comparar o seu trabalho para a Metrópole com o que realizou para as Colónias. Podemos, desta forma, compreender os pressupostos subjacentes ao enunciado dos seus projectos e se os mesmos, numa parte do mundo, são diferentes dos que regeram outros desenhados para uma realidade situada a mais de 8.000km de distância. Neste sentido, serão identificadas as invariantes de projecto a que ele recorre, avaliando da coerência conceptual que acompanha a maior parte do seu percurso. |
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| Autores principais: | Malheiro, Joana Bastos |
| Assunto: | Gabinete de urbanização colonial Planos gerais de urbanização Arquitetura da cidade Edifícios públicos Habitação Gabinete de urbanização colonial Planos gerais de urbanização Architecture of the city Public building Housing |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Durante o segundo e o terceiro quartéis de novecentos, verificou-se uma significativa produção urbanística destinada à Metrópole, que se inicia, em 1934, com a criação dos Planos Gerais de Urbanização. Dez anos depois, Marcello Caetano cria o Gabinete de Urbanização Colonial, que tinha como objectivo ordenar os territórios portugueses de África, planear novos núcleos urbanos e disciplinar a sua expansão. À frente da produção para ambos os territórios, com mais de cento e cinquenta Planos Gerais de Urbanização, encontra-se João António de Aguiar, Arquitecto com experiência resultante da colaboração com figuras como Cristino da Silva, Donat-Alfred Agache, Étienne de Groër e Francisco Keil do Amaral. Possuidor de uma linguagem própria, apesar de estruturada segundo uma lógica socialmente hierarquizada por uma política autoritária e centralista do Regime, este Arquitecto redesenhava cidades, projectando estruturas urbano-arquitectónicas coesas, com base num processo de composição que recorria aos elementos primários da cidade, como componentes estruturantes dos respectivos planos. Com uma obra que se distribui por três continentes, a análise da produção deste Arquitecto oferece-nos a possibilidade de estudar a sua obra ao detalhe e de comparar o seu trabalho para a Metrópole com o que realizou para as Colónias. Podemos, desta forma, compreender os pressupostos subjacentes ao enunciado dos seus projectos e se os mesmos, numa parte do mundo, são diferentes dos que regeram outros desenhados para uma realidade situada a mais de 8.000km de distância. Neste sentido, serão identificadas as invariantes de projecto a que ele recorre, avaliando da coerência conceptual que acompanha a maior parte do seu percurso. |
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