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Economia comportamental e a importância do voto

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Resumo:O estudo do processo da tomada de decisão tem sido um tema bastante abordado ao longo do tempo pelos economistas, tendo por base duas teorias: a racional, ou do homo economicus, que assenta em conceitos de maximização e otimização, vendo o decisor como um ser de capacidades omniscientes e de consistência interna; e a não racional que tem em consideração as capacidades limitadas da mente humana em termos de conhecimento, memória e tempo, apoiando-se em heurísticas como procedimento cognitivo, fornecendo uma estrutura mais realista. Ainda que a Economia Comportamental seja uma disciplina relativamente nova, e sabendo que as pessoas decidem com base em hábitos, experiências pessoais e regras práticas simplificadas com o objetivo de procurarem rapidez no processo decisório, é possível entender e modelar essas decisões de forma mais objetiva. Deste modo é possível analisar e compreender o processo da tomada de decisão dos cidadãos ao irem votar e o que os pode levar a absterem-se, surgindo assim um novo campo de interesse para o estudo da Economia: A Economia Comportamental e a Importância do Voto. Esta disciplina incipiente combina dados teóricos e empíricos a partir da conjugação das ferramentas da Psicologia, da Economia, de Direito e de Políticas Públicas, permitindo uma abordagem unificada ao processo decisório relativamente ao voto. Em Portugal, a partir do 25 de abril de 1974 os resultados das taxas de abstenção nas mais diversas eleições têm sido bastante elevados, o que reflete o fosso existente entre a política e os cidadãos. O presente trabalho expõe algumas heurísticas e vieses cognitivos do cidadão, o que o leva a tomar a decisão de votar ou de não estar envolvido nas questões relacionadas com a sociedade, o que resulta na abstenção individual e, consequentemente, nas taxas a nível nacional com que nos deparamos nos dias de hoje. Por fim, iremos ao encontro das mais variadas soluções com o intuito de diminuir as taxas de abstenção. Essas soluções podem ir desde integrar os cidadãos na democracia de forma coerciva, incentivá-los com diversos benefícios, sejam económicos ou fiscais, ou fazer com que os eleitores percam o seu direito uma vez que não o exercem.
Autores principais:Henriques, Rodrigo da Cunha
Assunto:Economia comportamental Decisão Heurísticas Voto Sociedade Teses de mestrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O estudo do processo da tomada de decisão tem sido um tema bastante abordado ao longo do tempo pelos economistas, tendo por base duas teorias: a racional, ou do homo economicus, que assenta em conceitos de maximização e otimização, vendo o decisor como um ser de capacidades omniscientes e de consistência interna; e a não racional que tem em consideração as capacidades limitadas da mente humana em termos de conhecimento, memória e tempo, apoiando-se em heurísticas como procedimento cognitivo, fornecendo uma estrutura mais realista. Ainda que a Economia Comportamental seja uma disciplina relativamente nova, e sabendo que as pessoas decidem com base em hábitos, experiências pessoais e regras práticas simplificadas com o objetivo de procurarem rapidez no processo decisório, é possível entender e modelar essas decisões de forma mais objetiva. Deste modo é possível analisar e compreender o processo da tomada de decisão dos cidadãos ao irem votar e o que os pode levar a absterem-se, surgindo assim um novo campo de interesse para o estudo da Economia: A Economia Comportamental e a Importância do Voto. Esta disciplina incipiente combina dados teóricos e empíricos a partir da conjugação das ferramentas da Psicologia, da Economia, de Direito e de Políticas Públicas, permitindo uma abordagem unificada ao processo decisório relativamente ao voto. Em Portugal, a partir do 25 de abril de 1974 os resultados das taxas de abstenção nas mais diversas eleições têm sido bastante elevados, o que reflete o fosso existente entre a política e os cidadãos. O presente trabalho expõe algumas heurísticas e vieses cognitivos do cidadão, o que o leva a tomar a decisão de votar ou de não estar envolvido nas questões relacionadas com a sociedade, o que resulta na abstenção individual e, consequentemente, nas taxas a nível nacional com que nos deparamos nos dias de hoje. Por fim, iremos ao encontro das mais variadas soluções com o intuito de diminuir as taxas de abstenção. Essas soluções podem ir desde integrar os cidadãos na democracia de forma coerciva, incentivá-los com diversos benefícios, sejam económicos ou fiscais, ou fazer com que os eleitores percam o seu direito uma vez que não o exercem.