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Lançando linhas imaginárias: metageografias da Ásia nas descrições geográficas e na cartografia portuguesa do século XVI

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Uma das principais consequências do restabelecimento de contactos regulares entre a Europa e a Ásia a partir do início do século XVI consistiu na redefinição das grandes estruturas espaciais pensadas para organizar a distribuição dos espaços asiáticos. Trata-se de um exercício de projecção simbólica e ideológica que começou por ser estruturado através dos agentes e das redes do império português da Ásia, tendo tido uma duradoura influência sobre o modo como foi moldada a percepção espacial desta parte do Mundo Antigo. Para a nossa leitura seleccionámos algumas das mais significativas sínteses geográficas portuguesas do século XVI sobre a Ásia, confrontando-as, depois, com outras fontes textuais europeias e com um conjunto de mapas coevos, particularmente portugueses. Trata-se de examinar de uma questão central de geografia cognitiva, que interpela directamente as relações existentes entre a herança cultural subjacente às sucessivas representações geográficas e os contextos geopolíticos que as enquadraram.
Autores principais:Oliveira, Francisco Roque de
Assunto:Metageografia Ásia Portugal descrições geográficas cartografia antiga geopolítica século XVI
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Uma das principais consequências do restabelecimento de contactos regulares entre a Europa e a Ásia a partir do início do século XVI consistiu na redefinição das grandes estruturas espaciais pensadas para organizar a distribuição dos espaços asiáticos. Trata-se de um exercício de projecção simbólica e ideológica que começou por ser estruturado através dos agentes e das redes do império português da Ásia, tendo tido uma duradoura influência sobre o modo como foi moldada a percepção espacial desta parte do Mundo Antigo. Para a nossa leitura seleccionámos algumas das mais significativas sínteses geográficas portuguesas do século XVI sobre a Ásia, confrontando-as, depois, com outras fontes textuais europeias e com um conjunto de mapas coevos, particularmente portugueses. Trata-se de examinar de uma questão central de geografia cognitiva, que interpela directamente as relações existentes entre a herança cultural subjacente às sucessivas representações geográficas e os contextos geopolíticos que as enquadraram.