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A Colónia do Sacramento nas relações entre as Coroas Portuguesa e Castelhana entre 1680 e 1777
| Resumo: | O objeto de estudo desta dissertação de Mestrado em Relações Internacionais é Colónia do Sacramento, analisada sob os pontos de vista das relações de poder e das relações diplomáticas entre as Coroas Portuguesa e Castelhana, entre 1680 e 1777. Na verdade, Colónia do Sacramento surge como uma cidadela fundada em 1680 pelos portugueses, visando defender de Castela o Brasil e as suas fronteiras na América do Sul. A meio do século XVIII, a fortaleza torna-se uma preciosa moeda de negociação nos tratados europeus, para ampliar o território português nas Américas. Centrada sobre essas questões principais, a dissertação concebe, como pergunta de partida: Qual a importância da Colónia do Sacramento para as Coroas Portuguesa e Castelhana entre 1680 e 1777, no sentido de se procurar definir como se delineou o futuro da mesma, se pela via das armas, ou se pela via diplomática? Esta investigação não surge, neste sentido, como um estudo unicamente de História, designadamente de História Diplomática, porém fundamentalmente de História das Relações Internacionais – utilizando como disciplina essencial a História Diplomática –, uma vez que se foca nas relações de poder, bem como diplomáticas, entre Portugal e Castela perante a Colónia do Sacramento – nosso objeto de estudo. Para tal, utiliza-se o enquadramento teórico da Escola Francesa de Renouvin e Duroselle, através do estudo das forças profundas e a dinâmica entre as próprias no período de tempo considerado nesta análise. Desta forma, estão envolvidos neste estudo historiográfico, a Casa Real dos Bourbon e a Casa Real dos Habsburgo no século XVIII, como também as negociações diplomáticas europeias perante o objeto de estudo. A dissertação parte, então, do princípio de que Colónia do Sacramento é, em 1680, o ponto de partida para a expansão dos portugueses na América do Sul, através do domínio da cidadela, a qual se posiciona junto à foz do Prata e na costa Sul atlântica. Não obstante, e mesmo considerando que Colónia do Sacramento foi a fronteira meridional do Brasil até 1750, a partir desta data ela transforma-se numa rara moeda de negociação com a Coroa Castelhana, visando triplicar o território português na América do Sul, o que originou um período conturbado de lutas entre Portugal e Castela, que apenas viria a terminar em 1777, com a assinatura do Tratado de Ildefonso. |
|---|---|
| Autores principais: | Ferreira, Sara Martins Eva |
| Assunto: | Colónia do Sacramento Brasil meridional Foz do Prata Portugal Castela Colonia del Sacramento Brazil Prata mouth Portugal Castile |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O objeto de estudo desta dissertação de Mestrado em Relações Internacionais é Colónia do Sacramento, analisada sob os pontos de vista das relações de poder e das relações diplomáticas entre as Coroas Portuguesa e Castelhana, entre 1680 e 1777. Na verdade, Colónia do Sacramento surge como uma cidadela fundada em 1680 pelos portugueses, visando defender de Castela o Brasil e as suas fronteiras na América do Sul. A meio do século XVIII, a fortaleza torna-se uma preciosa moeda de negociação nos tratados europeus, para ampliar o território português nas Américas. Centrada sobre essas questões principais, a dissertação concebe, como pergunta de partida: Qual a importância da Colónia do Sacramento para as Coroas Portuguesa e Castelhana entre 1680 e 1777, no sentido de se procurar definir como se delineou o futuro da mesma, se pela via das armas, ou se pela via diplomática? Esta investigação não surge, neste sentido, como um estudo unicamente de História, designadamente de História Diplomática, porém fundamentalmente de História das Relações Internacionais – utilizando como disciplina essencial a História Diplomática –, uma vez que se foca nas relações de poder, bem como diplomáticas, entre Portugal e Castela perante a Colónia do Sacramento – nosso objeto de estudo. Para tal, utiliza-se o enquadramento teórico da Escola Francesa de Renouvin e Duroselle, através do estudo das forças profundas e a dinâmica entre as próprias no período de tempo considerado nesta análise. Desta forma, estão envolvidos neste estudo historiográfico, a Casa Real dos Bourbon e a Casa Real dos Habsburgo no século XVIII, como também as negociações diplomáticas europeias perante o objeto de estudo. A dissertação parte, então, do princípio de que Colónia do Sacramento é, em 1680, o ponto de partida para a expansão dos portugueses na América do Sul, através do domínio da cidadela, a qual se posiciona junto à foz do Prata e na costa Sul atlântica. Não obstante, e mesmo considerando que Colónia do Sacramento foi a fronteira meridional do Brasil até 1750, a partir desta data ela transforma-se numa rara moeda de negociação com a Coroa Castelhana, visando triplicar o território português na América do Sul, o que originou um período conturbado de lutas entre Portugal e Castela, que apenas viria a terminar em 1777, com a assinatura do Tratado de Ildefonso. |
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