Publicação
Clima urbano e conforto térmico na Região do Lobito - Angola
| Resumo: | O presente trabalho tem como objectivo conhecer os padrões térmicos de distribuição termo-higrométricos na região do Lobito, avaliar o conforto térmico tendo por base o resultado da sensação térmica no período seco e chuvoso e confrontar os resultados com as Local Climate Zones; e ainda estabelecer a relação entre os padrões térmicos e o conforto humano na região do Lobito, Angola. Para a concretização dos objectivos propostos, optou-se por uma metodologia que compreende três etapas: a primeira etapa correspondeu às operações de processamento e interpretação de imagem de satélite Landsat 8, usando a representação de determinadas classes da LCZ que foram criadas no Google Earth (kml) e importadas para o software livre System for Automated Geoscientific Analyses (SAGA-GIS). Na segunda etapa, aplicaram-se questionários sobre o conforto térmico em dois períodos (seco e chuvoso) e a terceira etapa corresponde à realização das medições itinerantes, na qual obtivemos os valores dos dados climáticos da área de estudo. Os resultados indicam que, a região do Lobito é constituida por onze tipos de classes de cobertura da terra de acordo com o esquema da classificação da LCZ, sendo que as LCZ que apresentaram maior dimensão foram a LCZ C que corresponde à classe dos arbustos isolados e a seguir a LCZ 7 que corresponde à classe de ocupação desordenada e edificações baixas. Em relação as anomalias, é de referir que a anomalia positiva apresentou um desvio máximo de 3,2ºC que é considerado um valor significativo. No entanto, a anomalia negativa apresentou um desvio máximo de cerca de -2.1ºC, significando que as ilhas de calor urbano têm maior representatividade em relação ao ar frio na região do Lobito. Quanto ao resultado da sensação térmica fisiológica, o Lobito apresentou um índice UTCI que rondava entre 31ºC a 36ºC que se enquadra nas categorias de stresse de calor moderado e stresse de calor forte e os valores do índice da PET rondava entre 36ºC a 40ºC que se enquadra nas categorias de stresse de calor forte e stresse de calor muito forte, com influências negativas no bem-estar da população do Lobito. E relativamente ao conforto térmico humano, a população acha que o período chuvoso, no Lobito foi quente, não foi húmido e o vento foi um pouco indiferente, havendo assim pessoas com interesse de ter mais vento e uma mudança para o vento um pouco mais fresco e, no período seco a população considera que o Lobito esteve frio, húmido, com muitos ventos, a maioria da população mostrou interesse em ter mais vento fraco. Este estudo mostrou que é necessário entrar em linha de conta com os climas locais no ordenamento do território do Lobito. |
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| Autores principais: | Matias, Judith Maia José Epalanga |
| Assunto: | Clima Urbano Conforto Térmico UTCI e PET Lobito Angola |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente trabalho tem como objectivo conhecer os padrões térmicos de distribuição termo-higrométricos na região do Lobito, avaliar o conforto térmico tendo por base o resultado da sensação térmica no período seco e chuvoso e confrontar os resultados com as Local Climate Zones; e ainda estabelecer a relação entre os padrões térmicos e o conforto humano na região do Lobito, Angola. Para a concretização dos objectivos propostos, optou-se por uma metodologia que compreende três etapas: a primeira etapa correspondeu às operações de processamento e interpretação de imagem de satélite Landsat 8, usando a representação de determinadas classes da LCZ que foram criadas no Google Earth (kml) e importadas para o software livre System for Automated Geoscientific Analyses (SAGA-GIS). Na segunda etapa, aplicaram-se questionários sobre o conforto térmico em dois períodos (seco e chuvoso) e a terceira etapa corresponde à realização das medições itinerantes, na qual obtivemos os valores dos dados climáticos da área de estudo. Os resultados indicam que, a região do Lobito é constituida por onze tipos de classes de cobertura da terra de acordo com o esquema da classificação da LCZ, sendo que as LCZ que apresentaram maior dimensão foram a LCZ C que corresponde à classe dos arbustos isolados e a seguir a LCZ 7 que corresponde à classe de ocupação desordenada e edificações baixas. Em relação as anomalias, é de referir que a anomalia positiva apresentou um desvio máximo de 3,2ºC que é considerado um valor significativo. No entanto, a anomalia negativa apresentou um desvio máximo de cerca de -2.1ºC, significando que as ilhas de calor urbano têm maior representatividade em relação ao ar frio na região do Lobito. Quanto ao resultado da sensação térmica fisiológica, o Lobito apresentou um índice UTCI que rondava entre 31ºC a 36ºC que se enquadra nas categorias de stresse de calor moderado e stresse de calor forte e os valores do índice da PET rondava entre 36ºC a 40ºC que se enquadra nas categorias de stresse de calor forte e stresse de calor muito forte, com influências negativas no bem-estar da população do Lobito. E relativamente ao conforto térmico humano, a população acha que o período chuvoso, no Lobito foi quente, não foi húmido e o vento foi um pouco indiferente, havendo assim pessoas com interesse de ter mais vento e uma mudança para o vento um pouco mais fresco e, no período seco a população considera que o Lobito esteve frio, húmido, com muitos ventos, a maioria da população mostrou interesse em ter mais vento fraco. Este estudo mostrou que é necessário entrar em linha de conta com os climas locais no ordenamento do território do Lobito. |
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