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Neoplasias oculares em cães e gatos : estudo retrospetivo 2001-2012

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Apresenta-se um estudo sobre os casos de neoplasias oculares, em cães e gatos, analisados pelo Laboratório de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa (FMV-UTL), entre 2001 e 2012. Este estudo pretende contribuir para o conhecimento da prevalência das neoplasias oculares em cães e gatos na região de Lisboa, auxiliando no diagnóstico e na terapêutica de futuros casos de neoplasias oculares. A população total estudada foi de 173 cães e de 59 gatos. Foram analisadas 192 neoplasias oculares caninas e 65 felinas, sendo a neoplasia ocular a unidade estatística. Analisou-se estatisticamente parâmetros como: raça, sexo, idade, estrutura ocular afetada, diagnóstico anatomopatológico e terapêutica instituída. O estudo estatístico foi efetuado nos programas R-Statistics® e Microsoft Office Excel 2007®. Os cães de raça indeterminada (25,8%) e os gatos da raça Europeu Comum (76,9%) foram os mais afetados. No caso das raças caninas puras, as mais afetadas foram a Retriever do Labrador (15,2%), a Caniche (12,6%) e a Cocker Spaniel (6,4%). No caso dos gatos, as raças Persa (7,7%) e Siamesa (6,2%) foram as raças puras representadas. A idade média dos animais afetados foi de 10,5 ± 3,7 anos (mínima de 1 ano e máxima de 19 anos). Nos cães, o epitelioma, o adenoma e o melanoma foram as neoplasias mais observadas com prevalências de, respetivamente, 25,0%, 19,3% e 14,1%. As estruturas mais atingidas foram as glândulas de Meibom (41,7%), as pálpebras (21,4%) e a órbita (5,7%). O epitelioma (20,8%) e o adenoma (15,1%) das glândulas de Meibom foram as neoplasias mais frequentes nos cães. Nos gatos, as neoplasias mais frequentemente diagnosticadas foram o carcinoma (35,4%), o melanoma maligno (21,5%) e o linfoma maligno (16,9%). O globo ocular (21,5%), a íris (18,5%) e as pálpebras (20,0%) foram as estruturas mais atingidas. O melanoma difuso da íris e o carcinoma palpebral de células escamosas foram as neoplasias mais encontradas em gatos, ambas perfazendo 12,3%. A exérese da neoplasia, com preservação do globo ocular, foi o tratamento mais realizado em cães (70,8%). Tanto a exérese da massa como a enucleação foram os tratamentos mais efetuados nos gatos (30,8%). A exenteração foi o procedimento menos frequente em ambas as espécies, todavia nos gatos apresentou uma incidência maior (13,8%) do que nos cães (2,1%). Em conclusão, os resultados obtidos apontam para prevalências elevadas de neoplasias em estruturas oculares específicas, o que deve ser tido em conta no diagnóstico diferencial de doenças oculares em cães e gatos.
Autores principais:Silva, Beatriz Rosa Fernandes Duarte da
Assunto:Neoplasia ocular cães gatos tumour neoplasm ocular dogs cats
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Apresenta-se um estudo sobre os casos de neoplasias oculares, em cães e gatos, analisados pelo Laboratório de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa (FMV-UTL), entre 2001 e 2012. Este estudo pretende contribuir para o conhecimento da prevalência das neoplasias oculares em cães e gatos na região de Lisboa, auxiliando no diagnóstico e na terapêutica de futuros casos de neoplasias oculares. A população total estudada foi de 173 cães e de 59 gatos. Foram analisadas 192 neoplasias oculares caninas e 65 felinas, sendo a neoplasia ocular a unidade estatística. Analisou-se estatisticamente parâmetros como: raça, sexo, idade, estrutura ocular afetada, diagnóstico anatomopatológico e terapêutica instituída. O estudo estatístico foi efetuado nos programas R-Statistics® e Microsoft Office Excel 2007®. Os cães de raça indeterminada (25,8%) e os gatos da raça Europeu Comum (76,9%) foram os mais afetados. No caso das raças caninas puras, as mais afetadas foram a Retriever do Labrador (15,2%), a Caniche (12,6%) e a Cocker Spaniel (6,4%). No caso dos gatos, as raças Persa (7,7%) e Siamesa (6,2%) foram as raças puras representadas. A idade média dos animais afetados foi de 10,5 ± 3,7 anos (mínima de 1 ano e máxima de 19 anos). Nos cães, o epitelioma, o adenoma e o melanoma foram as neoplasias mais observadas com prevalências de, respetivamente, 25,0%, 19,3% e 14,1%. As estruturas mais atingidas foram as glândulas de Meibom (41,7%), as pálpebras (21,4%) e a órbita (5,7%). O epitelioma (20,8%) e o adenoma (15,1%) das glândulas de Meibom foram as neoplasias mais frequentes nos cães. Nos gatos, as neoplasias mais frequentemente diagnosticadas foram o carcinoma (35,4%), o melanoma maligno (21,5%) e o linfoma maligno (16,9%). O globo ocular (21,5%), a íris (18,5%) e as pálpebras (20,0%) foram as estruturas mais atingidas. O melanoma difuso da íris e o carcinoma palpebral de células escamosas foram as neoplasias mais encontradas em gatos, ambas perfazendo 12,3%. A exérese da neoplasia, com preservação do globo ocular, foi o tratamento mais realizado em cães (70,8%). Tanto a exérese da massa como a enucleação foram os tratamentos mais efetuados nos gatos (30,8%). A exenteração foi o procedimento menos frequente em ambas as espécies, todavia nos gatos apresentou uma incidência maior (13,8%) do que nos cães (2,1%). Em conclusão, os resultados obtidos apontam para prevalências elevadas de neoplasias em estruturas oculares específicas, o que deve ser tido em conta no diagnóstico diferencial de doenças oculares em cães e gatos.