Publicação
The Margins of portuguese trade and the euro
| Resumo: | Este artigo analisa as características seccionais e temporais das exportações Portuguesas entre 1995 e 2002, antes e depois da introdução da moeda única europeia: o Euro. A análise baseia-se num conjunto de margens de comércio, que compõem o valor total das exportações num dado mercado, incluindo o número de empresas exportadoras, o número de produtos exportados (margem extensiva), e as exportações médias por combinação empresa-produto (margem intensiva). Usando uma base de dados de comércio internacional para Portugal, extremamente rica e extensiva, demonstramos os seguintes resultados. Em primeiro lugar, a margem extensiva (principalmente o número de exportadores e o número de produtos exportados) é o principal factor que explica a variação seccional das exportações Portuguesas entre os parceiros comerciais. Em segundo lugar, a evolução ao longo do tempo de todas as margens de comércio para a Zona Euro é dominada por uma raiz unitária, implicando, por exemplo, que os choques que afectam o número de exportadores, o número de produtos exportados ou as exportações médias por combinação empresa-produto terão efeitos permanentes. Em terceiro lugar, identificamos três possíveis efeitos da introdução do Euro em 1999: (i) um efeito positivo sobre o número de empresas exportadoras nos quatro anos anteriores à introdução, (ii) um efeito positivo na margem intensiva, i.e., exportações médias por combinação empresa-produto, de 1998 até 2002, e (iii) uma tendência para as empresas homogeneizarem o conjunto de produtos exportados para diferentes destinos, de 1999 a 2002. |
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| Autores principais: | Araújo, Wilson Nicolau Melim |
| Assunto: | Economia Internacional Empresas Heterogéneas Diferenciação do Produto Testes de Raiz Unitária Aproximação de Fourier Efeitos de Tratamento International Economics Heterogeneous Firms Product Differentiation Unit-Root Tests, Fourier Approximation Treatment Effects |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este artigo analisa as características seccionais e temporais das exportações Portuguesas entre 1995 e 2002, antes e depois da introdução da moeda única europeia: o Euro. A análise baseia-se num conjunto de margens de comércio, que compõem o valor total das exportações num dado mercado, incluindo o número de empresas exportadoras, o número de produtos exportados (margem extensiva), e as exportações médias por combinação empresa-produto (margem intensiva). Usando uma base de dados de comércio internacional para Portugal, extremamente rica e extensiva, demonstramos os seguintes resultados. Em primeiro lugar, a margem extensiva (principalmente o número de exportadores e o número de produtos exportados) é o principal factor que explica a variação seccional das exportações Portuguesas entre os parceiros comerciais. Em segundo lugar, a evolução ao longo do tempo de todas as margens de comércio para a Zona Euro é dominada por uma raiz unitária, implicando, por exemplo, que os choques que afectam o número de exportadores, o número de produtos exportados ou as exportações médias por combinação empresa-produto terão efeitos permanentes. Em terceiro lugar, identificamos três possíveis efeitos da introdução do Euro em 1999: (i) um efeito positivo sobre o número de empresas exportadoras nos quatro anos anteriores à introdução, (ii) um efeito positivo na margem intensiva, i.e., exportações médias por combinação empresa-produto, de 1998 até 2002, e (iii) uma tendência para as empresas homogeneizarem o conjunto de produtos exportados para diferentes destinos, de 1999 a 2002. |
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