Publicação
Estudo dos padrões da compliance numa população de 60 pacientes tratados na FMDUL
| Resumo: | Introdução: A compliance em Periodontologia refere-se à extensão da cooperação do paciente com as medidas de higiene oral e as visitas ao consultório definidas. Em geral, os pacientes cooperam pouco com os profissionais de saúde e as razões para esta falta de compliance são várias, variando de paciente para paciente e, no mesmo paciente, dependem de diferentes situações. Objetivo: Verificar a existência de padrões no que concerne à compliance, em pacientes que realizaram terapia periodontal não cirúrgica. Materiais e métodos: Foram analisados dados de 60 pacientes tratados na Clínica de Periodontologia I e II da FMDUL, divididos em dois grupos de 30. No grupo experimental, os pacientes, após finalizarem a fase higiénica do tratamento periodontal, faltaram à consulta de reavaliação. Os outros 30 do grupo de controlo compareceram a pelo menos duas consultas de reavaliação e foram seguidos no mínimo durante um ano. Com estes dados foram comparadas as características em estudo (género, idade, hábitos tabágicos, empregabilidade, presença de Diabetes Mellitus, severidade da doença periodontal e motivo da primeira consulta de Periodontologia) entre os grupos de controlo e experimental. Resultados: Não se verificou relação estatisticamente significativa entre nenhuma das características analisadas com a compliance após a fase higiénica do tratamento periodontal (p>0,05). Conclusão: Género, idade, hábitos tabágicos, empregabilidade, Diabetes Mellitus, severidade da doença periodontal e motivo da consulta não demonstraram relação estatisticamente significativa com a compliance em Periodontologia. De futuro são necessários mais estudos aleatorizados controlados com amostras suficientemente grandes para se poder identificar pacientes de risco e adequar a prática clínica no sentido de melhorar a compliance. |
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| Autores principais: | Serra, Ana Catarina Silvério |
| Assunto: | Saúde oral Doença periodontal Cooperação do paciente Tese de mestrado - 2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A compliance em Periodontologia refere-se à extensão da cooperação do paciente com as medidas de higiene oral e as visitas ao consultório definidas. Em geral, os pacientes cooperam pouco com os profissionais de saúde e as razões para esta falta de compliance são várias, variando de paciente para paciente e, no mesmo paciente, dependem de diferentes situações. Objetivo: Verificar a existência de padrões no que concerne à compliance, em pacientes que realizaram terapia periodontal não cirúrgica. Materiais e métodos: Foram analisados dados de 60 pacientes tratados na Clínica de Periodontologia I e II da FMDUL, divididos em dois grupos de 30. No grupo experimental, os pacientes, após finalizarem a fase higiénica do tratamento periodontal, faltaram à consulta de reavaliação. Os outros 30 do grupo de controlo compareceram a pelo menos duas consultas de reavaliação e foram seguidos no mínimo durante um ano. Com estes dados foram comparadas as características em estudo (género, idade, hábitos tabágicos, empregabilidade, presença de Diabetes Mellitus, severidade da doença periodontal e motivo da primeira consulta de Periodontologia) entre os grupos de controlo e experimental. Resultados: Não se verificou relação estatisticamente significativa entre nenhuma das características analisadas com a compliance após a fase higiénica do tratamento periodontal (p>0,05). Conclusão: Género, idade, hábitos tabágicos, empregabilidade, Diabetes Mellitus, severidade da doença periodontal e motivo da consulta não demonstraram relação estatisticamente significativa com a compliance em Periodontologia. De futuro são necessários mais estudos aleatorizados controlados com amostras suficientemente grandes para se poder identificar pacientes de risco e adequar a prática clínica no sentido de melhorar a compliance. |
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