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Qualidade microbiológica e físico-química do leite em fazendas e postos de refrigeração na região sudoeste do estado de Minas Gerais, Brasil

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A cadeia do leite no Brasil é considerada uma das mais importantes. Dentre as legislações vigentes, as de maior relevância são as IN nº 76/2018 e IN nº 77/2018. O objetivo desse trabalho foi avaliar a qualidade microbiológica e físico-química do leite nas fazendas e postos de refrigeração pertencentes à um laticínio situado na região sudeste do Brasil. Foram selecionados três postos de refrigeração que foram denominados de A, B e C. Avaliou-se os dados de CCS, CPP e composição do leite dos tanques de expansão nas fazendas, cada qual aliada aos seus respectivos postos de refrigeração, no período de janeiro a dezembro do ano de 2020. No estudo observacional, foram coletadas amostras de quatro pontos ao longo do percurso do leite, desde a fazenda até o posto de refrigeração, denominado de ponto P (produtor), C (caminhão), S1 (entrada do leite no silo) e S2 (saída do leite do silo). Entre os Postos de Refrigeração foi observado diferença significativa para as médias de CCS no posto A (p < 0,05) e para as médias de CPP não foram observadas diferenças significativas. No estudo das variações sazonais na composição do leite não foi observado diferença significativa para CCS entre as estações do ano por posto de refrigeração. Já para CPP foi observado diferença estatística no posto C entre verão e inverno (p < 0,05). Quanto aos teores de gordura e proteína houve diferença estatística entre outono e primavera (p < 0,05); o teor de lactose foi estatisticamente significativo maior no inverno em relação ao verão e outono (p < 0,05); o teor de sólidos totais foi maior no outono e menor na primavera (p < 0,05); o teor médio de extrato seco desengordurado foi maior no outono em relação à primavera (p < 0,05). Na comparação entre pontos de colheita ao longo do circuito de recolha do leite relativos à CPP foi observado que o ponto P foram menores (p < 0,0001) quando comparado com os pontos C, S1 e S2, que não diferiram entre si. Na análise de correlação de temperatura x CPP foi observado que somente nos pontos S1 e S2 mostraram forte correlação (p < 0,05). Foi possível concluir que a média de CCS e CPP não estão de acordo com a legislação vigente brasileira; a composição físico-química se enquadra na legislação vigente brasileira; a média de CPP nos pontos de colheita do leite se mostrou em desacordo com a legislação brasileira vigente e que o maior crescimento bacteriano ocorre dentro dos caminhões isotérmicos; e que a saída do leite do ponto S2 para ser levado à indústria é um ponto crítico pois demonstram forte correlação com a temperatura.
Autores principais:Melo, Isadora Helena de Sousa
Assunto:Caminhão CCS CPP Leite Transporte Truck CCS CPP Milk Transport
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A cadeia do leite no Brasil é considerada uma das mais importantes. Dentre as legislações vigentes, as de maior relevância são as IN nº 76/2018 e IN nº 77/2018. O objetivo desse trabalho foi avaliar a qualidade microbiológica e físico-química do leite nas fazendas e postos de refrigeração pertencentes à um laticínio situado na região sudeste do Brasil. Foram selecionados três postos de refrigeração que foram denominados de A, B e C. Avaliou-se os dados de CCS, CPP e composição do leite dos tanques de expansão nas fazendas, cada qual aliada aos seus respectivos postos de refrigeração, no período de janeiro a dezembro do ano de 2020. No estudo observacional, foram coletadas amostras de quatro pontos ao longo do percurso do leite, desde a fazenda até o posto de refrigeração, denominado de ponto P (produtor), C (caminhão), S1 (entrada do leite no silo) e S2 (saída do leite do silo). Entre os Postos de Refrigeração foi observado diferença significativa para as médias de CCS no posto A (p < 0,05) e para as médias de CPP não foram observadas diferenças significativas. No estudo das variações sazonais na composição do leite não foi observado diferença significativa para CCS entre as estações do ano por posto de refrigeração. Já para CPP foi observado diferença estatística no posto C entre verão e inverno (p < 0,05). Quanto aos teores de gordura e proteína houve diferença estatística entre outono e primavera (p < 0,05); o teor de lactose foi estatisticamente significativo maior no inverno em relação ao verão e outono (p < 0,05); o teor de sólidos totais foi maior no outono e menor na primavera (p < 0,05); o teor médio de extrato seco desengordurado foi maior no outono em relação à primavera (p < 0,05). Na comparação entre pontos de colheita ao longo do circuito de recolha do leite relativos à CPP foi observado que o ponto P foram menores (p < 0,0001) quando comparado com os pontos C, S1 e S2, que não diferiram entre si. Na análise de correlação de temperatura x CPP foi observado que somente nos pontos S1 e S2 mostraram forte correlação (p < 0,05). Foi possível concluir que a média de CCS e CPP não estão de acordo com a legislação vigente brasileira; a composição físico-química se enquadra na legislação vigente brasileira; a média de CPP nos pontos de colheita do leite se mostrou em desacordo com a legislação brasileira vigente e que o maior crescimento bacteriano ocorre dentro dos caminhões isotérmicos; e que a saída do leite do ponto S2 para ser levado à indústria é um ponto crítico pois demonstram forte correlação com a temperatura.