Publicação
Paisagem e identidade rural
| Resumo: | A gestão territorial apresenta-se atualmente como um dos principais meios de atuação perante a fragmentação e deterioração do território. Desta fragmentação, exponenciada pela adoção privilegiada do modelo urbano-industrial, resultam zonas marginalizadas e abandonadas com repercussões ao nível social, económico e ambiental. No contexto português, essas áreas - maioritariamente rurais - representam mais de metade do seu território o que torna imperativo redirecionar olhares e procurar soluções que respeitem e valorizem os seus recursos endógenos. A diferenciação desses recursos locais revê-se nas formas da paisagem que moldam o lugar e, na identidade que o cria e dá continuidade - duas faces estritamente relacionadas. São duas componentes territoriais que permitem reconhecer o espírito do lugar e, assim, atuar conscientemente no mesmo. O trabalho propõe responder a esta problema através do desenho arquitetónico e, tendo como local de estudo o concelho de Resende, situado no Vale do Douro. A esse desenho precede uma análise atenta do lugar, partindo dos conceitos citados, na procura de o descodificar no presente e perspetivar no futuro. Materializa-se através da conceção de um centro polivalente cuja localização o torna ponto de ligação e coesão territorial. Além de encurtar a distância e acesso ao centro da vila, exponencia a acessibilidade da zona pela ligação à linha férrea do Douro. A proposta programática adotada procura diferenciar o cais relativamente aos outros dois pertencentes ao concelho, consolidando a frente ribeirinha em toda a extensão do mesmo e, consequentemente, fornecendo pontos de atratividades distintos. |
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| Autores principais: | Santos, Ana Luísa de Almeida |
| Assunto: | Paisagem Identidade Rural Douro Resende Landscape Identity |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A gestão territorial apresenta-se atualmente como um dos principais meios de atuação perante a fragmentação e deterioração do território. Desta fragmentação, exponenciada pela adoção privilegiada do modelo urbano-industrial, resultam zonas marginalizadas e abandonadas com repercussões ao nível social, económico e ambiental. No contexto português, essas áreas - maioritariamente rurais - representam mais de metade do seu território o que torna imperativo redirecionar olhares e procurar soluções que respeitem e valorizem os seus recursos endógenos. A diferenciação desses recursos locais revê-se nas formas da paisagem que moldam o lugar e, na identidade que o cria e dá continuidade - duas faces estritamente relacionadas. São duas componentes territoriais que permitem reconhecer o espírito do lugar e, assim, atuar conscientemente no mesmo. O trabalho propõe responder a esta problema através do desenho arquitetónico e, tendo como local de estudo o concelho de Resende, situado no Vale do Douro. A esse desenho precede uma análise atenta do lugar, partindo dos conceitos citados, na procura de o descodificar no presente e perspetivar no futuro. Materializa-se através da conceção de um centro polivalente cuja localização o torna ponto de ligação e coesão territorial. Além de encurtar a distância e acesso ao centro da vila, exponencia a acessibilidade da zona pela ligação à linha férrea do Douro. A proposta programática adotada procura diferenciar o cais relativamente aos outros dois pertencentes ao concelho, consolidando a frente ribeirinha em toda a extensão do mesmo e, consequentemente, fornecendo pontos de atratividades distintos. |
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