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Liberalização dos mercados eléctricos do Reino Unido e da Península Ibérica: um olhar sobre os processos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O sector eléctrico tem sofrido desde à 20 anos grandes alterações na sua lógica de negócio, quer em termos políticos, quer em termos de organização ou técnicos. Até aos anos 70 a palavra de ordem era a de dotar todas as populações com energia eléctrica, investindo o necessário para que esses objectivos fossem alcançados. Para garantir a viabilidade das empresas após investimentos tão avultados, seguiu-se um longo período em que imperaram os gigantes monopolistas, estatais e com estruturas de custos com grandes ineficiências, as quais foram-se agravando, com repercussões negativas no serviço prestado aos consumidores, mantendo-se até aos anos 80 e 90. É então que se dá uma mudança de política em relação a este sector, dando-se início à implementação da liberalização do sector com a consequente criação de mercados concorrenciais. Esta estratégia baseia-se na convicção de que num mercado concorrencial conseguem-se ganhos de eficiência, permitindo baixar os custos e, com isso, beneficiar os consumidores. É tendo este movimento presente que neste trabalho apresenta-se um estudo comparativo entre dois processos de liberalização (Reino Unido e Península Ibérica) deste sector, de grande importância dados os seus sucessos e ideias subjacentes aos aspectos legislativos, regulatórios e técnicos que os conduziram.
Autores principais:Mendes, João Pedro Paixão
Assunto:Electricidade Política Energética Regulação Concorrência Liberalização dos Mercados Utilities Mercado Eléctrico de Electricidade Electricity Energy Politics Regulation Competition Market Liberalization Utilities Iberian Electricity Market
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O sector eléctrico tem sofrido desde à 20 anos grandes alterações na sua lógica de negócio, quer em termos políticos, quer em termos de organização ou técnicos. Até aos anos 70 a palavra de ordem era a de dotar todas as populações com energia eléctrica, investindo o necessário para que esses objectivos fossem alcançados. Para garantir a viabilidade das empresas após investimentos tão avultados, seguiu-se um longo período em que imperaram os gigantes monopolistas, estatais e com estruturas de custos com grandes ineficiências, as quais foram-se agravando, com repercussões negativas no serviço prestado aos consumidores, mantendo-se até aos anos 80 e 90. É então que se dá uma mudança de política em relação a este sector, dando-se início à implementação da liberalização do sector com a consequente criação de mercados concorrenciais. Esta estratégia baseia-se na convicção de que num mercado concorrencial conseguem-se ganhos de eficiência, permitindo baixar os custos e, com isso, beneficiar os consumidores. É tendo este movimento presente que neste trabalho apresenta-se um estudo comparativo entre dois processos de liberalização (Reino Unido e Península Ibérica) deste sector, de grande importância dados os seus sucessos e ideias subjacentes aos aspectos legislativos, regulatórios e técnicos que os conduziram.