Publicação
Pela mão de Ariadne, desenrolando um fio...
| Resumo: | Esta investigação teve por objectivo compreender a razão pela qual alguns formadores, inseridos no campo da formação profissional a dado momento da sua vida enveredam pela formação de formadores. Qualquer formador reúne à partida condições para ser formador de formadores. No entanto, apenas alguns de facto desenvolvem esta actividade. Compreender o que está subjacente a esta opção constituiu a preocupação central desta investigação. Associada a este objectivo procurou-se igualmente, conhecer um pouco melhor estes profissionais nomeadamente como acederam a esta função; qual a sua experiência, formação base, problemas sentidos, etc. Para a consecução deste objectivo e num primeiro momento, debruçámo-nos sobre os aspectos teóricos relacionados com a educação/formação de adultos, questões relacionadas com o processo de socialização dos indivíduos; as competências; as representações sociais e as identidades sociais e profissionais. De seguida, centrámo-nos em questões directamente relacionadas com a formação profissional, nomeadamente a evolução histórica desta, assim como da formação de formadores. Salientámos igualmente o modo como qualquer um de nós poderá vir a ser formador de formadores e por último, tecemos algumas considerações sobre os desafios que se colocam a estes profissionais na actualidade. Num segundo momento procedeu-se à investigação empírica que assentou numa base metodológica qualitativa. Efectuou-se um estudo de casos múltiplos utilizando para tal duas instituições de natureza jurídica diferente, tendo sido levadas a cabo entrevistas de inspiração biográfica a 7 formadores de formadores. Foi possível constatar com a realização deste estudo que os formadores de formadores entrevistados acederam a esta função por intermédio de convite ou proposta, efectuadas por responsáveis ou dirigentes de instituições relacionadas ou tutelares de formação profissional. Estes convites foram percepcionados pelos entrevistados deste estudo, como um reconhecimento do trabalho desenvolvido por estes formadores de formadores até ao momento. O facto de serem alvo deste reconhecimento por pessoas ou entidades competentes na matéria, aliado à importância reconhecida por estes assim como as características dos entrevistados concorreram para que, de facto, enveredassem por esta função. |
|---|---|
| Autores principais: | Jesus, Carla Fidalgo de Sousa |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2007 Formação de adultos - Portugal Formação de formadores - Portugal |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Esta investigação teve por objectivo compreender a razão pela qual alguns formadores, inseridos no campo da formação profissional a dado momento da sua vida enveredam pela formação de formadores. Qualquer formador reúne à partida condições para ser formador de formadores. No entanto, apenas alguns de facto desenvolvem esta actividade. Compreender o que está subjacente a esta opção constituiu a preocupação central desta investigação. Associada a este objectivo procurou-se igualmente, conhecer um pouco melhor estes profissionais nomeadamente como acederam a esta função; qual a sua experiência, formação base, problemas sentidos, etc. Para a consecução deste objectivo e num primeiro momento, debruçámo-nos sobre os aspectos teóricos relacionados com a educação/formação de adultos, questões relacionadas com o processo de socialização dos indivíduos; as competências; as representações sociais e as identidades sociais e profissionais. De seguida, centrámo-nos em questões directamente relacionadas com a formação profissional, nomeadamente a evolução histórica desta, assim como da formação de formadores. Salientámos igualmente o modo como qualquer um de nós poderá vir a ser formador de formadores e por último, tecemos algumas considerações sobre os desafios que se colocam a estes profissionais na actualidade. Num segundo momento procedeu-se à investigação empírica que assentou numa base metodológica qualitativa. Efectuou-se um estudo de casos múltiplos utilizando para tal duas instituições de natureza jurídica diferente, tendo sido levadas a cabo entrevistas de inspiração biográfica a 7 formadores de formadores. Foi possível constatar com a realização deste estudo que os formadores de formadores entrevistados acederam a esta função por intermédio de convite ou proposta, efectuadas por responsáveis ou dirigentes de instituições relacionadas ou tutelares de formação profissional. Estes convites foram percepcionados pelos entrevistados deste estudo, como um reconhecimento do trabalho desenvolvido por estes formadores de formadores até ao momento. O facto de serem alvo deste reconhecimento por pessoas ou entidades competentes na matéria, aliado à importância reconhecida por estes assim como as características dos entrevistados concorreram para que, de facto, enveredassem por esta função. |
|---|