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Contributo para o estabelecimento de reserva ex situ de medronheiro (Arbutus unedo L.). Condições de germinação, instalação e crescimento em viveiro de plantas de diferentes proveniências

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Resumo:A variabilidade genética do medronheiro existente em Portugal levou à necessidade da criação de uma reserva de germoplasma, para utilizar em futuros projetos de melhoramento partindo de plantas silvestres. Este trabalho visa contribuir para a constituição dessa reserva pela identificação de locais de colheita de sementes que confiram elevadas taxas de germinação e originem plantas com maior potencial de crescimento. Para tal, colheram-se frutos de, aproximadamente, 25 plantas de cinco zonas de Portugal: serra de São Mamede, serra de Monchique, serra do Caldeirão, Barrocal e Penamacor. Extraíram-se, caracterizaram-se as sementes e selecionaram-se três lotes de semente de cada zona para realizar de ensaios de viabilidade (TTC) e germinação, segundo diferentes tratamentos: sem estratificação, 15, 29, 46, 60, 75 e 90 dias de estratificação a frio (4 ºC). Em viveiro monitorizou-se quinzenalmente o crescimento de aproximadamente cinco plântulas de cada lote de sementes, durante três meses e a taxa de mortalidade das plântulas. As sementes colhidas em São Mamede não se encontravam viáveis, talvez pelo elevado tempo de amolecimento da polpa do fruto em água (54 dias). 12% das sementes de Monchique, Caldeirão e Barrocal, que estiveram 39 dias em água, encontravam-se viáveis, em média, e as sementes de Penamacor, que estiveram 20 dias em água, encontravam-se totalmente viáveis. Penamacor e Caldeirão apresentaram taxas de germinação de 64,4% e 23,8%, respetivamente, mesmo sem qualquer estratificação. Para Penamacor apenas tratamentos superiores a 46 dias de estratificação mostraram germinações significativamente superiores ao grupo controlo (aproximadamente mais 50%). As plântulas de Monchique apresentaram a menor taxa de mortalidade em viveiro. As sementes de Penamacor, Monchique e Caldeirão apresentam crescimentos significativamente superiores ao Barrocal (mais 15 - 25%), enfatizando estes três locais de proveniência como os mais promissores, dos locais estudados, para viveiristas que utilizem a propagação seminal como método de obtenção de novas plantas
Autores principais:Vilhena, José Maria Jorge
Assunto:medronho dormência das sementes estratificação viabilidade propagação
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A variabilidade genética do medronheiro existente em Portugal levou à necessidade da criação de uma reserva de germoplasma, para utilizar em futuros projetos de melhoramento partindo de plantas silvestres. Este trabalho visa contribuir para a constituição dessa reserva pela identificação de locais de colheita de sementes que confiram elevadas taxas de germinação e originem plantas com maior potencial de crescimento. Para tal, colheram-se frutos de, aproximadamente, 25 plantas de cinco zonas de Portugal: serra de São Mamede, serra de Monchique, serra do Caldeirão, Barrocal e Penamacor. Extraíram-se, caracterizaram-se as sementes e selecionaram-se três lotes de semente de cada zona para realizar de ensaios de viabilidade (TTC) e germinação, segundo diferentes tratamentos: sem estratificação, 15, 29, 46, 60, 75 e 90 dias de estratificação a frio (4 ºC). Em viveiro monitorizou-se quinzenalmente o crescimento de aproximadamente cinco plântulas de cada lote de sementes, durante três meses e a taxa de mortalidade das plântulas. As sementes colhidas em São Mamede não se encontravam viáveis, talvez pelo elevado tempo de amolecimento da polpa do fruto em água (54 dias). 12% das sementes de Monchique, Caldeirão e Barrocal, que estiveram 39 dias em água, encontravam-se viáveis, em média, e as sementes de Penamacor, que estiveram 20 dias em água, encontravam-se totalmente viáveis. Penamacor e Caldeirão apresentaram taxas de germinação de 64,4% e 23,8%, respetivamente, mesmo sem qualquer estratificação. Para Penamacor apenas tratamentos superiores a 46 dias de estratificação mostraram germinações significativamente superiores ao grupo controlo (aproximadamente mais 50%). As plântulas de Monchique apresentaram a menor taxa de mortalidade em viveiro. As sementes de Penamacor, Monchique e Caldeirão apresentam crescimentos significativamente superiores ao Barrocal (mais 15 - 25%), enfatizando estes três locais de proveniência como os mais promissores, dos locais estudados, para viveiristas que utilizem a propagação seminal como método de obtenção de novas plantas