Publicação
Museus e centros de ciência virtuais : perspectivas e explorações de alunos e professores
| Resumo: | actual proliferação de museus e centros de ciência virtuais (MCCV), o seu uso pela Escola e o interesse que parecem despertar em alunos e professores, constituíram ponto de partida para a definição do seguinte problema de investigação: Como potenciar o ensino e a aprendizagem em ciência com o recurso aos MCCV? Este problema foi operacionalizado através dos seguintes objectivos: analisar os conteúdos dos MCCV, comparar MCCV portugueses e estrangeiros, identificar características pedagógicas das exposições e actividades online de Biologia e descrever as perspectivas e explorações dos alunos e professores relativamente aos MCCV. Foram analisados 16 MCCV, 10 portugueses e 6 estrangeiros, e todas as suas exposições e actividades online de Biologia. Observou-se o modo como 8 alunos do 9º ano, 4 rapazes e 4 raparigas, exploraram duas exposições de Biologia, concretamente as suas reacções, percurso e aspectos que lhes (des)agradaram. Observou-se 2 grupos de professores, um constituído por 7 do grupo disciplinar de Biologia da mesma escola dos alunos participantes e outro constituído por 13 professores a frequentar um curso de formação avançada de uma universidade de Lisboa, na preparação, concepção e produção de actividades lectivas com recurso às exposições virtuais consideradas. A análise dos MCCV evidenciou que: (a) constituem espaços na Internet ricos em recursos educativos digitais muito diversificados; (b) os recursos distribuem-se por duas vertentes: a virtual e a física do museu; (c) existe uma diferença muito acentuada, em quase todos os níveis analisados, entre MCCV portugueses e estrangeiros. A análise das exposições e actividades de Biologia revelou a diversidade de temas abordados e de formatos de apresentação e confirmou a disparidade entre MCCV portugueses e estrangeiros quanto aos recursos disponíveis. As observações centradas nos alunos evidenciaram: (a) desconhecimento dos recursos dos MCCV; (b) impactes positivos da exploração dos MCCV na aprendizagem e na motivação; (c) o grande poder de atracção exercido pelos MCCV; (d) elevado envolvimento dos alunos; (e) grande satisfação dos alunos na exploração dos MCCV. Os professores participantes conceberam actividades diversificadas e inovadoras, destacando-se nesse processo, que: (a) desconheciam a existência de MCCV e dos recursos que disponibilizam; (b) revelaram diferentes sensibilidades quanto aos recursos; (c) consideraram aspectos positivos quanto à utilização desses recursos em sala de aula; (d) referiram dificuldades em implementar na escola as actividades planificadas atendendo a limitações técnicas e de equipamento; (e) realçaram a falta de tempo para conceber actividades com base nos recursos de MCCV. No geral, a investigação permitiu sugerir alguns caminhos para potenciar o ensino e a aprendizagem com recurso a MCCV, em particular os portugueses: (a) identificar aspectos dos MCCV relevantes para a concretização da desejada aproximação museu-escola, ou seja, ensino não formal e formal; (b) orientar práticas de utilização dos MCCV em contexto escolar; (c) realçar, no quadro da formação de professores, tanto inicial como contínua, a necessidade de integração desta temática nos respectivos currículos e planos de formação; (d) identificar alguns critérios para a criação de recursos educativos digitais com base nos MCCV. |
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| Autores principais: | Botelho, Agostinho de Jesus, 1967- |
| Assunto: | Museus virtuais Centros de ciência Aprendizagem científica Recursos educativos Recursos digitais Teses de doutoramento - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | actual proliferação de museus e centros de ciência virtuais (MCCV), o seu uso pela Escola e o interesse que parecem despertar em alunos e professores, constituíram ponto de partida para a definição do seguinte problema de investigação: Como potenciar o ensino e a aprendizagem em ciência com o recurso aos MCCV? Este problema foi operacionalizado através dos seguintes objectivos: analisar os conteúdos dos MCCV, comparar MCCV portugueses e estrangeiros, identificar características pedagógicas das exposições e actividades online de Biologia e descrever as perspectivas e explorações dos alunos e professores relativamente aos MCCV. Foram analisados 16 MCCV, 10 portugueses e 6 estrangeiros, e todas as suas exposições e actividades online de Biologia. Observou-se o modo como 8 alunos do 9º ano, 4 rapazes e 4 raparigas, exploraram duas exposições de Biologia, concretamente as suas reacções, percurso e aspectos que lhes (des)agradaram. Observou-se 2 grupos de professores, um constituído por 7 do grupo disciplinar de Biologia da mesma escola dos alunos participantes e outro constituído por 13 professores a frequentar um curso de formação avançada de uma universidade de Lisboa, na preparação, concepção e produção de actividades lectivas com recurso às exposições virtuais consideradas. A análise dos MCCV evidenciou que: (a) constituem espaços na Internet ricos em recursos educativos digitais muito diversificados; (b) os recursos distribuem-se por duas vertentes: a virtual e a física do museu; (c) existe uma diferença muito acentuada, em quase todos os níveis analisados, entre MCCV portugueses e estrangeiros. A análise das exposições e actividades de Biologia revelou a diversidade de temas abordados e de formatos de apresentação e confirmou a disparidade entre MCCV portugueses e estrangeiros quanto aos recursos disponíveis. As observações centradas nos alunos evidenciaram: (a) desconhecimento dos recursos dos MCCV; (b) impactes positivos da exploração dos MCCV na aprendizagem e na motivação; (c) o grande poder de atracção exercido pelos MCCV; (d) elevado envolvimento dos alunos; (e) grande satisfação dos alunos na exploração dos MCCV. Os professores participantes conceberam actividades diversificadas e inovadoras, destacando-se nesse processo, que: (a) desconheciam a existência de MCCV e dos recursos que disponibilizam; (b) revelaram diferentes sensibilidades quanto aos recursos; (c) consideraram aspectos positivos quanto à utilização desses recursos em sala de aula; (d) referiram dificuldades em implementar na escola as actividades planificadas atendendo a limitações técnicas e de equipamento; (e) realçaram a falta de tempo para conceber actividades com base nos recursos de MCCV. No geral, a investigação permitiu sugerir alguns caminhos para potenciar o ensino e a aprendizagem com recurso a MCCV, em particular os portugueses: (a) identificar aspectos dos MCCV relevantes para a concretização da desejada aproximação museu-escola, ou seja, ensino não formal e formal; (b) orientar práticas de utilização dos MCCV em contexto escolar; (c) realçar, no quadro da formação de professores, tanto inicial como contínua, a necessidade de integração desta temática nos respectivos currículos e planos de formação; (d) identificar alguns critérios para a criação de recursos educativos digitais com base nos MCCV. |
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