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Metamodelo integrativo de complementaridade paradigmática : semelhança ou complementaridade nas características psicológicas da díade terapêutica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Uma vez que da análise dos contributos de diferentes variáveis parece poder se concluir que as principais determinantes do sucesso terapêutico são as características do paciente e os factores comuns a todas as orientações teóricas, pondo a tónica na qualidade da aliança terapêutica e nas características do psicoterapeuta (Vasco, 2005), no presente estudo procuraram-se interrelações entre a aliança terapêutica em diferentes fases da terapia com pacientes com elevados níveis de perturbação (que pontuam no domínio esquemático Distanciamento e Rejeição), na interacção com terapeutas avaliados quanto ao estilo de vinculação (segura vs insegura). Partiu-se do pressuposto que semelhanças ou complementaridade nas características psicológicas do paciente e do terapeuta dificultam ou impedem o estabelecimento, desenvolvimento e reparação da aliança terapêutica e se associam com resultados terapêuticos pobres. Escolheu-se como referencial teórico o Modelo de Complementaridade Paradigmática,que postula uma sequência temporal de sete fases, relativas à promoção dos objectivos estratégicos que são baseados em factores comuns (Vasco, 2001). O desenho escolhido será de natureza não experimental, tipo quantitativo e longitudinal. Espera-se obter resultados que confirmem que, apesar de elevados níveis de perturbação, pacientes com esquemas no domínio Distanciamento e Rejeição conseguirão estabelecer relações terapêuticas (alianças positivas) com terapeutas com padrões de vinculação mais seguros (quanto mais seguro o terapeuta for), beneficiando da terapia. Porém, semelhanças ou complementaridade nas características psicológicas do paciente e do terapeuta dificultariam ou impediriam o estabelecimento, desenvolvimento e reparação da aliança terapêutica, associando-se a resultados terapêuticos mais pobres. Na conclusão são exploradas algumas implicações para a prática psicoterapêutica.
Autores principais:Dias, Cláudia Catarina Almeida Mota Martins
Assunto:Psicologia clínica Alianças Complementaridade paradigmática Teses de mestrado
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Uma vez que da análise dos contributos de diferentes variáveis parece poder se concluir que as principais determinantes do sucesso terapêutico são as características do paciente e os factores comuns a todas as orientações teóricas, pondo a tónica na qualidade da aliança terapêutica e nas características do psicoterapeuta (Vasco, 2005), no presente estudo procuraram-se interrelações entre a aliança terapêutica em diferentes fases da terapia com pacientes com elevados níveis de perturbação (que pontuam no domínio esquemático Distanciamento e Rejeição), na interacção com terapeutas avaliados quanto ao estilo de vinculação (segura vs insegura). Partiu-se do pressuposto que semelhanças ou complementaridade nas características psicológicas do paciente e do terapeuta dificultam ou impedem o estabelecimento, desenvolvimento e reparação da aliança terapêutica e se associam com resultados terapêuticos pobres. Escolheu-se como referencial teórico o Modelo de Complementaridade Paradigmática,que postula uma sequência temporal de sete fases, relativas à promoção dos objectivos estratégicos que são baseados em factores comuns (Vasco, 2001). O desenho escolhido será de natureza não experimental, tipo quantitativo e longitudinal. Espera-se obter resultados que confirmem que, apesar de elevados níveis de perturbação, pacientes com esquemas no domínio Distanciamento e Rejeição conseguirão estabelecer relações terapêuticas (alianças positivas) com terapeutas com padrões de vinculação mais seguros (quanto mais seguro o terapeuta for), beneficiando da terapia. Porém, semelhanças ou complementaridade nas características psicológicas do paciente e do terapeuta dificultariam ou impediriam o estabelecimento, desenvolvimento e reparação da aliança terapêutica, associando-se a resultados terapêuticos mais pobres. Na conclusão são exploradas algumas implicações para a prática psicoterapêutica.