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A utilização de medicamentos biológicos na terapêutica da asma

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A asma é uma doença inflamatória crónica que afeta cerca de 235 milhões de pessoas em todo o mundo. A maioria dos doentes asmáticos responde bem aos corticosteróides inalatórios e agonistas adrenérgicos β2, terapêutica atualmente disponível; no entanto, para muitos doentes, a doença continua a ser mal controlada. A maioria dos avanços, na terapêutica da asma, tem ocorrido através da melhoria destas classes de fármacos. Por outro lado, muitas das novas terapêuticas são específicas, destinadas a um único mediador ou recetor, e são improváveis de ter um efeito clínico marcado, embora possam ser eficazes em fenótipos específicos de asma. Terapêuticas-alvo incluem estratégias como a ativação das células dendríticas através dos recetores TLR- 9, a interrupção da ação das citocinas TH2 com bloqueadores de citocinas e anticorpos monoclonais, a promoção do desenvolvimento de respostas TH1, o bloqueio das vias mediadas pela IgE e o bloqueio do TNF-α. O omalizumab é a única terapêutica biológica, neste momento, aprovada na asma. Uma melhor compreensão da heterogeneidade da asma deve permitir para alvos específicos de diferentes fenótipos, da doença, terapêuticas específicas, incluindo imunomoduladores. Embora a cura seja improvável de ser desenvolvida num futuro próximo, uma maior compreensão dos mecanismos da doença poderá trazê-la para uma realidade mais próxima.
Autores principais:Trigo, Daniel Artur Pereira da Mota dos Santos
Assunto:Inflamação das vias aéreas Células TH2 e TH1 Células dendríticas Bloqueadores de citocinas Anticorpos monoclonais IgE Omalizumab Mestrado Integrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A asma é uma doença inflamatória crónica que afeta cerca de 235 milhões de pessoas em todo o mundo. A maioria dos doentes asmáticos responde bem aos corticosteróides inalatórios e agonistas adrenérgicos β2, terapêutica atualmente disponível; no entanto, para muitos doentes, a doença continua a ser mal controlada. A maioria dos avanços, na terapêutica da asma, tem ocorrido através da melhoria destas classes de fármacos. Por outro lado, muitas das novas terapêuticas são específicas, destinadas a um único mediador ou recetor, e são improváveis de ter um efeito clínico marcado, embora possam ser eficazes em fenótipos específicos de asma. Terapêuticas-alvo incluem estratégias como a ativação das células dendríticas através dos recetores TLR- 9, a interrupção da ação das citocinas TH2 com bloqueadores de citocinas e anticorpos monoclonais, a promoção do desenvolvimento de respostas TH1, o bloqueio das vias mediadas pela IgE e o bloqueio do TNF-α. O omalizumab é a única terapêutica biológica, neste momento, aprovada na asma. Uma melhor compreensão da heterogeneidade da asma deve permitir para alvos específicos de diferentes fenótipos, da doença, terapêuticas específicas, incluindo imunomoduladores. Embora a cura seja improvável de ser desenvolvida num futuro próximo, uma maior compreensão dos mecanismos da doença poderá trazê-la para uma realidade mais próxima.