Publicação

Inteligência artificial e consciência fenoménica : quão perto estamos de máquinas conscientes?

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A consciência é um fenómeno mal compreendido de sistemas biológicos com uma certa complexidade, e há quem sustente a possibilidade de poder vir a ser uma propriedade de determinados organismos artificiais. Alguns autores acreditam que pode emergir do substracto físico, ser uma ilusão ou um mero epifenómeno pelo que, teoricamente, nada obsta a que possa ser instanciada, uma vez compreendidos os mecanismos que a fazem surgir. Para outros, entre os quais me incluo, a instanciação da consciência em organismos artificiais não é possível, uns porque a consideram irredutível ao físico, outros porque a situam em planos transcendentais. Neste trabalho, para além de considerações gerais destinadas a situar o assunto, procuro abordar particularmente o conceito de consciência fenoménica, o chamado “problema duro”, o problema de saber como é que certas actividades neuronais aparecem internamente como experiência subjectiva, como qualia, à luz de diferentes teorias oriundas de vários campos da ciência. Para além das referências às principais teorias metafísicas, discuto com algum pormenor as mais relevantes teorias específicas da consciência, analiso modelos e implementações propostas pela Inteligência Artificial (IA) e pela Consciência Artificial (CA)1, discuto até que ponto se avançou, ou não, na simulação e na instanciação da consciência em organismos artificiais, e quais as principais objecções à sua instanciação e caracterização. Por fim são extraídas algumas conclusões que tentam responder à questão suscitada no título, partindo da ideia de que a consciência fenoménica não é processamento de informação, de uma intuição a priori2 de que não é uma propriedade emergente do substracto físico, e que talvez só seja possível em determinados organismos biológicos.
Autores principais:Carmo, José António Rodrigues do
Assunto:Inteligência artificial Consciência Cognição Qualia Experiência Intuição Ciências cognitivas Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A consciência é um fenómeno mal compreendido de sistemas biológicos com uma certa complexidade, e há quem sustente a possibilidade de poder vir a ser uma propriedade de determinados organismos artificiais. Alguns autores acreditam que pode emergir do substracto físico, ser uma ilusão ou um mero epifenómeno pelo que, teoricamente, nada obsta a que possa ser instanciada, uma vez compreendidos os mecanismos que a fazem surgir. Para outros, entre os quais me incluo, a instanciação da consciência em organismos artificiais não é possível, uns porque a consideram irredutível ao físico, outros porque a situam em planos transcendentais. Neste trabalho, para além de considerações gerais destinadas a situar o assunto, procuro abordar particularmente o conceito de consciência fenoménica, o chamado “problema duro”, o problema de saber como é que certas actividades neuronais aparecem internamente como experiência subjectiva, como qualia, à luz de diferentes teorias oriundas de vários campos da ciência. Para além das referências às principais teorias metafísicas, discuto com algum pormenor as mais relevantes teorias específicas da consciência, analiso modelos e implementações propostas pela Inteligência Artificial (IA) e pela Consciência Artificial (CA)1, discuto até que ponto se avançou, ou não, na simulação e na instanciação da consciência em organismos artificiais, e quais as principais objecções à sua instanciação e caracterização. Por fim são extraídas algumas conclusões que tentam responder à questão suscitada no título, partindo da ideia de que a consciência fenoménica não é processamento de informação, de uma intuição a priori2 de que não é uma propriedade emergente do substracto físico, e que talvez só seja possível em determinados organismos biológicos.