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A Companhia de Fabrico de Algodões de Xabregas, em Lisboa, e a melhoria das condições da vida operária na segunda metade do século XIX

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Companhia de Fabrico de Algodões de Xabregas foi fundada, em 1858, por industriais ingleses, seguindo o modelo das unidades congéneres de Manchester. Em 1862 a fábrica tinha três pisos, máquina de vapor de 30 cavalos, teares e engenhos de fiação com 4600 fusos de fiar e 1000 fusos de torcer. Procurando formar uturos operários, em 1862 foi criado um internato que admitia «menores vadios» como aprendizes. Em complemento existia «uma aula nocturna de instrução primária». Em 1881 a companhia possuía três prédios, sendo a habitação reservada aos mestres da fábrica. Em 1890 os operários eram mais de 500, muitos ocupavam a Vila Flamiano – os novos edifícios de habitação inaugurados em 1888. Este artigo visa apresentar e discutir, a partir deste caso de estudo, os mecanismos e o papel dos capitalistas/ industriais no desenvolvimento das condições de vida da comunidade operária têxtil da segunda metade do século XIX.
Autores principais:Antunes, Alexandra de Carvalho
Assunto:Operários têxteis Industrialização Paternalismo patronal Companhia de Fabrico de Algodões de Xabregas
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Companhia de Fabrico de Algodões de Xabregas foi fundada, em 1858, por industriais ingleses, seguindo o modelo das unidades congéneres de Manchester. Em 1862 a fábrica tinha três pisos, máquina de vapor de 30 cavalos, teares e engenhos de fiação com 4600 fusos de fiar e 1000 fusos de torcer. Procurando formar uturos operários, em 1862 foi criado um internato que admitia «menores vadios» como aprendizes. Em complemento existia «uma aula nocturna de instrução primária». Em 1881 a companhia possuía três prédios, sendo a habitação reservada aos mestres da fábrica. Em 1890 os operários eram mais de 500, muitos ocupavam a Vila Flamiano – os novos edifícios de habitação inaugurados em 1888. Este artigo visa apresentar e discutir, a partir deste caso de estudo, os mecanismos e o papel dos capitalistas/ industriais no desenvolvimento das condições de vida da comunidade operária têxtil da segunda metade do século XIX.