Publicação
O pensamento pedagógico do professor : um estudo sobre a planificação do ensino de enfermagem : um estudo exploratório
| Resumo: | Recentemente tem surgido um conjunto de estudos e artigos de opinião acerca do processo educativo em enfermagem, nos quais o aluno é considerado como principal agente em todo esse processo. Em 1989, Bevis afirmava numa das suas obras que o aluno é o centro de todo o sistema educacional. De acordo com este ponto de vista e fazendo a analogia com o sistema de saúde, Martin (1991) escrevia no seu livro "Soigner pour Apprendre" que era preciso que o ensino de enfermagem colocasse em primeiro plano o aluno, pois é o elemento fulcral do projecto pedagógico. O protagonismo dado ao aluno em todo o processo educacional leva consequentemente a uma subestimação da função do professor, competindo a este sobretudo estar disponível sempre que o aluno solicitar a sua intervenção. Noutros domínios de estudo a pessoa do professor tem sido, raramente, objecto de análise. Com efeito, na investigação pedagógica tem-se dado especial relevo aos processos de pensamento dos estudantes e ao seu aproveitamento escolar. Os estudos realizados sobre os factores e elementos existentes no processo de ensino-aprendizagem têm tido sobretudo a finalidade de apreciar em que medida esses resultados interferem com a variável aluno. Aqueles estudos têm sido efectuados sob a perspectiva do modelo "processo-produto" como o modelo teórico e metodológico que mais se adequa à realização da investigação educativa. Recentemente e em oposição àquela orientação metodológica que alguns autores denominam de reprodutiva, surgiu o modelo qualitativo ou construtivo denominado pensamento do professor. Neste modelo não só o aluno, mas também o professor são considerados como agentes activos cujos pensamentos, percepções e planos determinam a forma como se comportam e interagem. A obra de Philips Jackson (1968) "Life in classrooms" é considerada como estando na origem da investigação sobre o pensamento do professor, dado que alertou para o problema da racionalidade do professor e criou as bases conceptuais em que iriam assentar, posteriormente, os trabalhos efectuados nesta área. Sendo uma das premissas do nosso estudo a de que o pensamento do professor determina a sua acção, temos de ter em conta que não se conhecem ainda muito bem os vínculos entre o ''processador" e o "executor" como afirma Perez Gomez (1983). Há que ter prudência na utilização das relações directas e unidireccionais entre ambos. (...) |
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| Autores principais: | Silva, Maria Helena Racha da |
| Assunto: | Teses de mestrado - 1996 Pedagogia Métodos pedagógicos Ensino de enfermagem Planificação do ensino Tomada de decisão Professores |
| Ano: | 1996 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Recentemente tem surgido um conjunto de estudos e artigos de opinião acerca do processo educativo em enfermagem, nos quais o aluno é considerado como principal agente em todo esse processo. Em 1989, Bevis afirmava numa das suas obras que o aluno é o centro de todo o sistema educacional. De acordo com este ponto de vista e fazendo a analogia com o sistema de saúde, Martin (1991) escrevia no seu livro "Soigner pour Apprendre" que era preciso que o ensino de enfermagem colocasse em primeiro plano o aluno, pois é o elemento fulcral do projecto pedagógico. O protagonismo dado ao aluno em todo o processo educacional leva consequentemente a uma subestimação da função do professor, competindo a este sobretudo estar disponível sempre que o aluno solicitar a sua intervenção. Noutros domínios de estudo a pessoa do professor tem sido, raramente, objecto de análise. Com efeito, na investigação pedagógica tem-se dado especial relevo aos processos de pensamento dos estudantes e ao seu aproveitamento escolar. Os estudos realizados sobre os factores e elementos existentes no processo de ensino-aprendizagem têm tido sobretudo a finalidade de apreciar em que medida esses resultados interferem com a variável aluno. Aqueles estudos têm sido efectuados sob a perspectiva do modelo "processo-produto" como o modelo teórico e metodológico que mais se adequa à realização da investigação educativa. Recentemente e em oposição àquela orientação metodológica que alguns autores denominam de reprodutiva, surgiu o modelo qualitativo ou construtivo denominado pensamento do professor. Neste modelo não só o aluno, mas também o professor são considerados como agentes activos cujos pensamentos, percepções e planos determinam a forma como se comportam e interagem. A obra de Philips Jackson (1968) "Life in classrooms" é considerada como estando na origem da investigação sobre o pensamento do professor, dado que alertou para o problema da racionalidade do professor e criou as bases conceptuais em que iriam assentar, posteriormente, os trabalhos efectuados nesta área. Sendo uma das premissas do nosso estudo a de que o pensamento do professor determina a sua acção, temos de ter em conta que não se conhecem ainda muito bem os vínculos entre o ''processador" e o "executor" como afirma Perez Gomez (1983). Há que ter prudência na utilização das relações directas e unidireccionais entre ambos. (...) |
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