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Biological and technical advances in therapies for amyotrophic lateral sclerosis disease

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa fatal, caracterizada pela perda de neurónios motores e atrofia muscular progressiva. A ELA pode ser classificada em familiar (10% dos casos) se derivar de um padrão de hereditariedade autossómica dominante, ou esporádica (10%) se não estiver associada a um historial familiar. A ELA pode também ser classificada como bulbar ou medular, dependendo do local de origem. O seu prognóstico é a morte do paciente por falência respiratória, 2 a 5 anos após o início dos sintomas. A ELA pode ter diversas manifestações motoras tais como fraqueza muscular progressiva, degeneração, fasciculações e contrações, mas também manifestações extra-motoras podendo ir ao encontro do diagnóstico de demência fronto-temporal (DFT). As causas da ELA não são claras, porém existem diversos mecanismos patológicos associados. Uma das principais causas genéticas é a mutação no gene SOD1, causando patogenicidade através da perda de funções na proteína codificante assim como a sua agregação em neurónios motores e células da glia, despoletando outros mecanismos tais como neuro-inflamação, que contribuem para a progressão da doença. A causa genética mais comum é a expansão repetida hexanucleotídica no gene C9orf72, responsável pela maioria dos casos de ELA/DFT e cerca de 40% dos casos familiares de ELA. Todas essas complicações tornam a vida dos pacientes bastante complicada. Infelizmente, não existem muitos medicamentos modificadores da doença aprovados para o tratamento da ELA, tornando o tratamento muito focado na gestão dos sintomas e na ajuda da melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Os únicos medicamentos aprovados no mercado são o riluzol e o edaravone. O objetivo principal desta monografia é fornecer uma visão geral e atualizada da doença em 2020 e a revisão das terapêuticas mais promissores a ser desenvolvidas de momento e respetivos ensaios clínicos de fase I, II e II.
Autores principais:Pacheco, Diogo Filipe Modesto
Assunto:Esclerose lateral amiotrófica ELA como uma doença multifatorial Tratamento da ELA Novas abordagens terapêuticas Mestrado integrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa fatal, caracterizada pela perda de neurónios motores e atrofia muscular progressiva. A ELA pode ser classificada em familiar (10% dos casos) se derivar de um padrão de hereditariedade autossómica dominante, ou esporádica (10%) se não estiver associada a um historial familiar. A ELA pode também ser classificada como bulbar ou medular, dependendo do local de origem. O seu prognóstico é a morte do paciente por falência respiratória, 2 a 5 anos após o início dos sintomas. A ELA pode ter diversas manifestações motoras tais como fraqueza muscular progressiva, degeneração, fasciculações e contrações, mas também manifestações extra-motoras podendo ir ao encontro do diagnóstico de demência fronto-temporal (DFT). As causas da ELA não são claras, porém existem diversos mecanismos patológicos associados. Uma das principais causas genéticas é a mutação no gene SOD1, causando patogenicidade através da perda de funções na proteína codificante assim como a sua agregação em neurónios motores e células da glia, despoletando outros mecanismos tais como neuro-inflamação, que contribuem para a progressão da doença. A causa genética mais comum é a expansão repetida hexanucleotídica no gene C9orf72, responsável pela maioria dos casos de ELA/DFT e cerca de 40% dos casos familiares de ELA. Todas essas complicações tornam a vida dos pacientes bastante complicada. Infelizmente, não existem muitos medicamentos modificadores da doença aprovados para o tratamento da ELA, tornando o tratamento muito focado na gestão dos sintomas e na ajuda da melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Os únicos medicamentos aprovados no mercado são o riluzol e o edaravone. O objetivo principal desta monografia é fornecer uma visão geral e atualizada da doença em 2020 e a revisão das terapêuticas mais promissores a ser desenvolvidas de momento e respetivos ensaios clínicos de fase I, II e II.