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Prevalência da doença esplénica em cães e sobrevivência após esplenectomia : estudo retrospetivo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo retrospetivo baseou-se numa amostra de 91 cães observados no Hospital Veterinário do Restelo submetidos a esplenectomia total com posterior análise histopatológica, e teve como objetivos determinar a prevalência das doenças esplénicas, tempo de sobrevida dos animais afetados, e se achados clinicos como a anemia, trombocitopénia e hemoabdómen são potenciais indicadores de mau prognóstico, por forma a auxiliar os proprietários nas decisões terapêuticas. As doenças não neoplásicas apresentaram uma prevalência superior face às doenças neoplásicas, embora o diagnóstico histopatológico mais frequente tivesse sido o de hemangiossarcoma. Observou-se uma diferença significativa no tempo mediano de sobrevida entre o grupo de animais com lesões não neoplásicas e neoplásicas benignas e o grupo de animais com uma lesão neoplásica maligna. Verificou-se também uma diferença significativa no tempo mediano de sobrevida dos pacientes com e sem anemia e com e sem trombocitopénia, sendo a sua presença um potencial indicador de prognóstico reservado e maior probabilidade de lesão maligna, ao contrário do observado nos animais com hemoabdómen. As doenças esplénicas são comuns na prática clínica de pequenos animais, sendo o conhecimento da sua natureza histopatológica crucial para o desenrolar da decisão terapêutica, contudo existem outros fatores clínicos que podem influenciar o seu prognóstico.
Autores principais:Dionísio, Marina Isabel Mateus
Assunto:Baço doença esplénica cão prognóstico sobrevivência Spleen splenic disease dog prognostic survival
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo retrospetivo baseou-se numa amostra de 91 cães observados no Hospital Veterinário do Restelo submetidos a esplenectomia total com posterior análise histopatológica, e teve como objetivos determinar a prevalência das doenças esplénicas, tempo de sobrevida dos animais afetados, e se achados clinicos como a anemia, trombocitopénia e hemoabdómen são potenciais indicadores de mau prognóstico, por forma a auxiliar os proprietários nas decisões terapêuticas. As doenças não neoplásicas apresentaram uma prevalência superior face às doenças neoplásicas, embora o diagnóstico histopatológico mais frequente tivesse sido o de hemangiossarcoma. Observou-se uma diferença significativa no tempo mediano de sobrevida entre o grupo de animais com lesões não neoplásicas e neoplásicas benignas e o grupo de animais com uma lesão neoplásica maligna. Verificou-se também uma diferença significativa no tempo mediano de sobrevida dos pacientes com e sem anemia e com e sem trombocitopénia, sendo a sua presença um potencial indicador de prognóstico reservado e maior probabilidade de lesão maligna, ao contrário do observado nos animais com hemoabdómen. As doenças esplénicas são comuns na prática clínica de pequenos animais, sendo o conhecimento da sua natureza histopatológica crucial para o desenrolar da decisão terapêutica, contudo existem outros fatores clínicos que podem influenciar o seu prognóstico.