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Efeito placebo em pediatria

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Os efeitos placebo e nocebo são fatores importantes nos ambientes terapêuticos e podem influenciar os resultados dos tratamentos. Compreender esses efeitos nas populações pediátricas é particularmente importante devido a possíveis diferenças em relação aos adultos e considerações éticas. Objetivo: Esta revisão sistemática teve como objetivo avaliar a magnitude dos efeitos placebo e nocebo na população pediátrica em várias condições clínicas. O objetivo principal foi comparar a resposta dos grupos placebo com a dos grupos de controlo sem tratamento em ensaios clínicos aleatorizados. Os objetivos secundários incluíram examinar a magnitude desses efeitos com base em diferentes tipos de resultados e explorar outras razões para variações no tamanho do efeito. Métodos: Realizou-se uma pesquisa para identificar estudos relevantes, com foco em ensaios clínicos aleatorizados envolvendo populações pediátricas. Vários tipos de resultados, incluindo reportados por participantes, por cuidadores e por médicos foram considerados. Foi realizada uma síntese dos dados e meta-análise para avaliar a magnitude do placebo. Resultados: A análise primária dos resultados dicotómicos incluiu um total de 2.106 participantes de 11 estudos. O risco relativo (RR) agrupado foi de 1,01 (IC 95%: 0,79 a 1,28). Para a análise de resultados contínuos, um total de 2.102 participantes de 24 ensaios foram incluídos. A diferença média padronizada (SMD) agrupada foi -0,15 (IC 95%: -0,27 a -0,02), indicando um pequeno efeito estatisticamente significativo favorável ao grupo placebo. Não foram encontradas diferenças significativas nas análises secundárias com base no tipo de avaliação de resultado clínico. Conclusão: Esta revisão sistemática abordou a lacuna de conhecimento em relação aos efeitos placebo em populações pediátricas. Ao sintetizar as evidências disponíveis, avaliar a magnitude desses efeitos e explorar os seus determinantes, contribuímos para a compreensão da resposta ao placebo em ensaios pediátricos. Esse conhecimento tem implicações para otimizar os ensaios clínicos pediátricos e garantir considerações éticas na assistência pediátrica.
Autores principais:Pereira, Pedro do Ó Ramos Branco
Assunto:Efeito placebo Resposta placebo Grupo não-tratamento Crianças Grupo terapêutica habitual Adolescentes
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: Os efeitos placebo e nocebo são fatores importantes nos ambientes terapêuticos e podem influenciar os resultados dos tratamentos. Compreender esses efeitos nas populações pediátricas é particularmente importante devido a possíveis diferenças em relação aos adultos e considerações éticas. Objetivo: Esta revisão sistemática teve como objetivo avaliar a magnitude dos efeitos placebo e nocebo na população pediátrica em várias condições clínicas. O objetivo principal foi comparar a resposta dos grupos placebo com a dos grupos de controlo sem tratamento em ensaios clínicos aleatorizados. Os objetivos secundários incluíram examinar a magnitude desses efeitos com base em diferentes tipos de resultados e explorar outras razões para variações no tamanho do efeito. Métodos: Realizou-se uma pesquisa para identificar estudos relevantes, com foco em ensaios clínicos aleatorizados envolvendo populações pediátricas. Vários tipos de resultados, incluindo reportados por participantes, por cuidadores e por médicos foram considerados. Foi realizada uma síntese dos dados e meta-análise para avaliar a magnitude do placebo. Resultados: A análise primária dos resultados dicotómicos incluiu um total de 2.106 participantes de 11 estudos. O risco relativo (RR) agrupado foi de 1,01 (IC 95%: 0,79 a 1,28). Para a análise de resultados contínuos, um total de 2.102 participantes de 24 ensaios foram incluídos. A diferença média padronizada (SMD) agrupada foi -0,15 (IC 95%: -0,27 a -0,02), indicando um pequeno efeito estatisticamente significativo favorável ao grupo placebo. Não foram encontradas diferenças significativas nas análises secundárias com base no tipo de avaliação de resultado clínico. Conclusão: Esta revisão sistemática abordou a lacuna de conhecimento em relação aos efeitos placebo em populações pediátricas. Ao sintetizar as evidências disponíveis, avaliar a magnitude desses efeitos e explorar os seus determinantes, contribuímos para a compreensão da resposta ao placebo em ensaios pediátricos. Esse conhecimento tem implicações para otimizar os ensaios clínicos pediátricos e garantir considerações éticas na assistência pediátrica.