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Inseminação artificial em éguas : estudo da utilização de uma dose reduzida de sémen congelado em diferentes locais de deposição

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Resumo:O tema foi escolhido devido à utilização cada vez maior de sémen congelado na clínica equina e da necessidade de se reduzir a quantidade de sémen utilizado devido ao seu custo e também por vezes pela sua escassez. De modo a maximizar a fertilidade dos cavalos que se reproduzem por inseminação artificial, o número total de espermatozóides com motilidade progressiva por dose deve ser 300-500 x 106 para sémen fresco e o dobro para sémen que vai ser transportado (Samper, 2005). Embora não exista uma dose padrão para o sémen congelado, a fertilidade diminui quando o número total de espermatozóides com motilidade progressiva é inferior a 250 x 106 por dose (Samper, 1999). Mais ainda, a inseminação de éguas na junção útero-tubárica é uma técnica que tem sido eficaz quando se reduz o número de espermatozóides usados por inseminação (Squires et al, 2000). Assim sendo, o objectivo deste trabalho foi comparar as taxas de gestação em éguas inseminadas com uma redução da dose convencional de sémen congelado em locais diferentes de inseminação: corpo uterino vs corno uterino, usando o método guiado por via transrectal. Com sémen de seis garanhões diferentes foram inseminadas oito éguas, no corpo uterino (n=4) ou no corno uterino (n=4) escolhidas aleatoriamente e com uma dose de 200 x 106 espermatozóides totais. A taxa de gestação para as éguas inseminadas no corpo uterino foi idêntica às inseminadas no corno uterino (3/4 vs 3/4; 75%) (p>0,05). O número de inseminações necessário para obter uma gestação no grupo das éguas inseminadas no corno uterino (2,66/égua) foi semelhante ao do grupo das éguas inseminadas no corpo uterino (1/égua) (p>0,05). Em média foram necessárias 1,83 inseminações para obter uma gestação. Este estudo, embora com número muito reduzido de éguas, confirma o que outros autores já publicaram; que é possível obter taxas de gestação aceitáveis com sémen congelado quando se reduz a dose convencional de espermatozóides. Também se conclui que o local de deposição do sémen, corpo uterino ou ponta do corno uterino, usando a técnica guiada por via transrectal, parece não fazer diferença nas taxas de gestação quando se usa uma dose inseminante de 200 x 106 espermatozóides totais, como confirmado por outros estudos.
Autores principais:Moreira, Joana Cabral da Gama de Alpoim
Assunto:Sémen congelado Cavalo Inseminação artificial Corpo uterino Corno uterino Frozen semen Horse Artificial insemination Uterine body Uterine horn
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O tema foi escolhido devido à utilização cada vez maior de sémen congelado na clínica equina e da necessidade de se reduzir a quantidade de sémen utilizado devido ao seu custo e também por vezes pela sua escassez. De modo a maximizar a fertilidade dos cavalos que se reproduzem por inseminação artificial, o número total de espermatozóides com motilidade progressiva por dose deve ser 300-500 x 106 para sémen fresco e o dobro para sémen que vai ser transportado (Samper, 2005). Embora não exista uma dose padrão para o sémen congelado, a fertilidade diminui quando o número total de espermatozóides com motilidade progressiva é inferior a 250 x 106 por dose (Samper, 1999). Mais ainda, a inseminação de éguas na junção útero-tubárica é uma técnica que tem sido eficaz quando se reduz o número de espermatozóides usados por inseminação (Squires et al, 2000). Assim sendo, o objectivo deste trabalho foi comparar as taxas de gestação em éguas inseminadas com uma redução da dose convencional de sémen congelado em locais diferentes de inseminação: corpo uterino vs corno uterino, usando o método guiado por via transrectal. Com sémen de seis garanhões diferentes foram inseminadas oito éguas, no corpo uterino (n=4) ou no corno uterino (n=4) escolhidas aleatoriamente e com uma dose de 200 x 106 espermatozóides totais. A taxa de gestação para as éguas inseminadas no corpo uterino foi idêntica às inseminadas no corno uterino (3/4 vs 3/4; 75%) (p>0,05). O número de inseminações necessário para obter uma gestação no grupo das éguas inseminadas no corno uterino (2,66/égua) foi semelhante ao do grupo das éguas inseminadas no corpo uterino (1/égua) (p>0,05). Em média foram necessárias 1,83 inseminações para obter uma gestação. Este estudo, embora com número muito reduzido de éguas, confirma o que outros autores já publicaram; que é possível obter taxas de gestação aceitáveis com sémen congelado quando se reduz a dose convencional de espermatozóides. Também se conclui que o local de deposição do sémen, corpo uterino ou ponta do corno uterino, usando a técnica guiada por via transrectal, parece não fazer diferença nas taxas de gestação quando se usa uma dose inseminante de 200 x 106 espermatozóides totais, como confirmado por outros estudos.