Publicação
Impacto da obesidade nos desfechos obstétricos relacionados com o parto e puerpério
| Resumo: | A prevalência da obesidade tem vindo a aumentar nas mulheres em idade fértil, o que se reflete num aumento do número de grávidas obesas. A obesidade está frequentemente associada a comorbilidades como a diabetes mellitus e a doença hipertensiva, condições estas que contribuem para o aumento de complicações obstétricas. Contudo, a própria obesidade condiciona, por si só, um risco acrescido de desfechos obstétricos adversos. Este trabalho tem como objetivo discutir o impacto da obesidade materna pré-gestacional isolada, isto é, na ausência de outras comorbilidades e/ou complicações obstétricas, nos desfechos obstétricos do parto e puerpério. Com este fim, foi realizada uma revisão narrativa com base na pesquisa de artigos na base de dados online Pubmed. A obesidade é um fator de risco independente para diversos desfechos obstétricos. Uma grávida obesa apresenta um maior risco de prolongamento da gestação, consequente indução do trabalho de parto e maior falência da mesma. O primeiro período do trabalho de parto é mais prolongado em grávidas obesas. No entanto, mais estudos relativamente à duração do segundo período são necessários. Quanto à via de parto, a obesidade está independentemente associada a um maior risco de cesariana, principalmente emergente. Está, ainda, associada a uma maior probabilidade de macrossomia fetal, o qual contribui para um risco acrescido de distócia de ombros neste grupo de grávidas. A obesidade, por apresentar uma menor incidência de lacerações graus III e IV, parece ser um fator protetor do períneo. No pós-parto, o tromboembolismo venoso, a hemorragia pós-parto e a infeção da ferida cirúrgica são também mais frequentes nesta população. Assim, e por se tratar de um fator de risco modificável, é fundamental atuar de forma preventiva na redução desta condição nas mulheres em idade fértil. |
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| Autores principais: | Garcês, Sofia Raquel Nunes |
| Assunto: | Obesidade Risco independente Trabalho de parto Parto Pós-parto Obstetrícia |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A prevalência da obesidade tem vindo a aumentar nas mulheres em idade fértil, o que se reflete num aumento do número de grávidas obesas. A obesidade está frequentemente associada a comorbilidades como a diabetes mellitus e a doença hipertensiva, condições estas que contribuem para o aumento de complicações obstétricas. Contudo, a própria obesidade condiciona, por si só, um risco acrescido de desfechos obstétricos adversos. Este trabalho tem como objetivo discutir o impacto da obesidade materna pré-gestacional isolada, isto é, na ausência de outras comorbilidades e/ou complicações obstétricas, nos desfechos obstétricos do parto e puerpério. Com este fim, foi realizada uma revisão narrativa com base na pesquisa de artigos na base de dados online Pubmed. A obesidade é um fator de risco independente para diversos desfechos obstétricos. Uma grávida obesa apresenta um maior risco de prolongamento da gestação, consequente indução do trabalho de parto e maior falência da mesma. O primeiro período do trabalho de parto é mais prolongado em grávidas obesas. No entanto, mais estudos relativamente à duração do segundo período são necessários. Quanto à via de parto, a obesidade está independentemente associada a um maior risco de cesariana, principalmente emergente. Está, ainda, associada a uma maior probabilidade de macrossomia fetal, o qual contribui para um risco acrescido de distócia de ombros neste grupo de grávidas. A obesidade, por apresentar uma menor incidência de lacerações graus III e IV, parece ser um fator protetor do períneo. No pós-parto, o tromboembolismo venoso, a hemorragia pós-parto e a infeção da ferida cirúrgica são também mais frequentes nesta população. Assim, e por se tratar de um fator de risco modificável, é fundamental atuar de forma preventiva na redução desta condição nas mulheres em idade fértil. |
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