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Modelação e simulação de base fisiológica da farmacocinética de fármacos na população idosa : o caso das benzodiazepinas usadas como indutores do sono

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Resumo:Atualmente o envelhecimento populacional é uma realidade que se estende à maioria dos países desenvolvidos. Por um lado, este é um claro sinal de evolução social, pois o aumento do índice de envelhecimento tem subjacente uma maior esperança média de vida, que é devida ao desenvolvimento do conhecimento científico, aos avanços tecnológicos, ao crescimento económico e à promoção das políticas públicas. No entanto, o envelhecimento populacional tem um forte impacto a nível individual. Depois dos 30 anos, idade em que normalmente se atinge o pico da maior parte das funções biológicas, começa-se a perceber um certo declínio relacionado com a idade que pode ser decorrente de aspetos que não se controlam (como a perda de capacidade de adaptação do nosso organismo em situações de stress) ou de aspetos que podem ser modificados pelo próprio indivíduo (como o estilo de vida, alimentação e meio ambiente). Estas alterações fisiológicas vão ter implicações na farmacodinâmica e na farmacocinética de alguns fármacos. Há muitos fármacos que podem ter uma relação benefício/risco positiva para jovens adultos, mas não permanecem desta forma quando se fala da população idosa. E muitos destes fármacos passam mesmo a ser inadequados para a população geriátrica ou, se usados, deve-se ter especial cautela. Uma classe farmacológica que se encontra incluída nesta descrição são as benzodiazepinas, muitas vezes prescritas aos idosos. Um exemplo desta classe farmacológica é o Midazolam que, sendo muito lipofílico, e tendo em conta as alterações fisiológicas nos idosos, é potencialmente inapropriado para esta população. Neste trabalho pretendemos verificar se a dose recomendada de Midazolam preconizada para indução do sono num adulto deveria ser mantida num idoso ou, como suspeitamos, diminuída.
Autores principais:Palma, Irina Raquel Ferreira
Assunto:Farmacocinética Idoso Benzodiazepinas Midazolam Modulação Mestrado Integrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Atualmente o envelhecimento populacional é uma realidade que se estende à maioria dos países desenvolvidos. Por um lado, este é um claro sinal de evolução social, pois o aumento do índice de envelhecimento tem subjacente uma maior esperança média de vida, que é devida ao desenvolvimento do conhecimento científico, aos avanços tecnológicos, ao crescimento económico e à promoção das políticas públicas. No entanto, o envelhecimento populacional tem um forte impacto a nível individual. Depois dos 30 anos, idade em que normalmente se atinge o pico da maior parte das funções biológicas, começa-se a perceber um certo declínio relacionado com a idade que pode ser decorrente de aspetos que não se controlam (como a perda de capacidade de adaptação do nosso organismo em situações de stress) ou de aspetos que podem ser modificados pelo próprio indivíduo (como o estilo de vida, alimentação e meio ambiente). Estas alterações fisiológicas vão ter implicações na farmacodinâmica e na farmacocinética de alguns fármacos. Há muitos fármacos que podem ter uma relação benefício/risco positiva para jovens adultos, mas não permanecem desta forma quando se fala da população idosa. E muitos destes fármacos passam mesmo a ser inadequados para a população geriátrica ou, se usados, deve-se ter especial cautela. Uma classe farmacológica que se encontra incluída nesta descrição são as benzodiazepinas, muitas vezes prescritas aos idosos. Um exemplo desta classe farmacológica é o Midazolam que, sendo muito lipofílico, e tendo em conta as alterações fisiológicas nos idosos, é potencialmente inapropriado para esta população. Neste trabalho pretendemos verificar se a dose recomendada de Midazolam preconizada para indução do sono num adulto deveria ser mantida num idoso ou, como suspeitamos, diminuída.