Publicação

A inversão de um processo

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Sequela de um movimento universal de progresso e modernização, que se desenvolveu ao longo do século XX, hoje, o Vale de Alcântara, encara um problema infraestrutural que destrói progressivamente o seu sistema natural e consequentemente apaga as vivências que outrora existiram, em prol da edificação de vias de acesso automóvel. Apoiada por premissas históricas e ambientais, a ideia de projeto assenta na definição de uma nova representação para o Vale de Alcântara, separada dos traços infraestruturais, com o intuito de relembrar e renovar a ligação entre o lugar e o habitante, através da reconquista das valências naturais do Vale de Alcântara. Pretende-se restaurar as condições naturais deste Vale, através da substituição e otimização das vias existentes, da reintegração da ribeira à superfície, da criação de campos agrícolas geradores de recursos nas áreas férteis do vale à disposição da cidade de Lisboa, da criação de espaços de lazer e da conexão à cidade a partir de um corredor verde. Propõe-se também edificar e colmatar as diferentes áreas fragmentadas, de modo a articular este novo Vale de Alcântara com a restante cidade já consolidada, criando zonas habitacionais, diversificadas e inclusivas que consolidam uma nova frente edificada e caracterizante do Vale.
Autores principais:Furtado, Diogo Rafael
Assunto:renaturalização vale infraestruturas construção em pedra habitação flexível
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Sequela de um movimento universal de progresso e modernização, que se desenvolveu ao longo do século XX, hoje, o Vale de Alcântara, encara um problema infraestrutural que destrói progressivamente o seu sistema natural e consequentemente apaga as vivências que outrora existiram, em prol da edificação de vias de acesso automóvel. Apoiada por premissas históricas e ambientais, a ideia de projeto assenta na definição de uma nova representação para o Vale de Alcântara, separada dos traços infraestruturais, com o intuito de relembrar e renovar a ligação entre o lugar e o habitante, através da reconquista das valências naturais do Vale de Alcântara. Pretende-se restaurar as condições naturais deste Vale, através da substituição e otimização das vias existentes, da reintegração da ribeira à superfície, da criação de campos agrícolas geradores de recursos nas áreas férteis do vale à disposição da cidade de Lisboa, da criação de espaços de lazer e da conexão à cidade a partir de um corredor verde. Propõe-se também edificar e colmatar as diferentes áreas fragmentadas, de modo a articular este novo Vale de Alcântara com a restante cidade já consolidada, criando zonas habitacionais, diversificadas e inclusivas que consolidam uma nova frente edificada e caracterizante do Vale.