Publicação
Competência digital de estudantes e diplomados no ensino superior : um estudo na área das ciências económicas e empresariais
| Resumo: | O estudo que apresentamos foca-se no nível de competência digital autoavaliado de estudantes e diplomados dos programas de mestrado em Gestão, Economia e Finanças. O problema de investigação partiu da questão “qual o nível de competência digital autoavaliada por estudantes e diplomados de três programas de mestrado de uma instituição do ensino superior portuguesa” na área das Ciências Económicas e Empresariais da região de Lisboa e Vale do Tejo. O nosso propósito foi aferir o nível de competência digital, com base no Quadro Europeu de Competência Digital para Cidadãos – DigComp - na versão 2.1. Assumimos uma abordagem metodológica quantitativa e adotamos métodos quantitativos de recolha e análise de dados. Foi construído um questionário a partir da estrutura do DigComp 2.1 com 111 itens de autoavaliação, distribuídos por 21 competências, divididas por 5 áreas de competência. O instrumento foi aplicado a 43 estudantes e 65 diplomados, de uma IES da área de negócios da região de Lisboa entre junho e outubro de 2021. Com base nos resultados encontrados, concluímos que o nível médio de competência digital autoavaliado nos 111 cenários de competência digital se situa no nível 5 da escala 1 a 8 adotada do DigComp 2.1. A área que mais se destacou foi Comunicação e Colaboração (nível 6) e a que requer maior investimento Resolução de Problemas (nível 4). Concluiu-se também que a média do nível de competência digital não é influenciada por serem estudantes ou diplomados, nem pelo número de anos de experiência profissional (ou falta dela), nem pela área de formação (Gestão, Economia ou Finanças), género ou faixa etária. Entendemos que o principal contributo deste trabalho se traduz na discussão em torno da importância de as instituições do ensino superior assumirem a competência digital como essencial à formação dos estudantes, e que incluam o desenvolvimento da competência digital na sua agenda estratégica, uma vez que a transformação digital exigirá num futuro próximo profissionais com mais do que com competência digital intermédia ou até mesmo avançada. O futuro precisará de profissionais com um nível de competência digital altamente especializado. |
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| Autores principais: | Lopes, Cátia Susana Mendanha |
| Assunto: | Competências Literacia digital Competitividade Empregabilidade Ensino superior Tecnologias digitais Dissertações de mestrado - 2023 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O estudo que apresentamos foca-se no nível de competência digital autoavaliado de estudantes e diplomados dos programas de mestrado em Gestão, Economia e Finanças. O problema de investigação partiu da questão “qual o nível de competência digital autoavaliada por estudantes e diplomados de três programas de mestrado de uma instituição do ensino superior portuguesa” na área das Ciências Económicas e Empresariais da região de Lisboa e Vale do Tejo. O nosso propósito foi aferir o nível de competência digital, com base no Quadro Europeu de Competência Digital para Cidadãos – DigComp - na versão 2.1. Assumimos uma abordagem metodológica quantitativa e adotamos métodos quantitativos de recolha e análise de dados. Foi construído um questionário a partir da estrutura do DigComp 2.1 com 111 itens de autoavaliação, distribuídos por 21 competências, divididas por 5 áreas de competência. O instrumento foi aplicado a 43 estudantes e 65 diplomados, de uma IES da área de negócios da região de Lisboa entre junho e outubro de 2021. Com base nos resultados encontrados, concluímos que o nível médio de competência digital autoavaliado nos 111 cenários de competência digital se situa no nível 5 da escala 1 a 8 adotada do DigComp 2.1. A área que mais se destacou foi Comunicação e Colaboração (nível 6) e a que requer maior investimento Resolução de Problemas (nível 4). Concluiu-se também que a média do nível de competência digital não é influenciada por serem estudantes ou diplomados, nem pelo número de anos de experiência profissional (ou falta dela), nem pela área de formação (Gestão, Economia ou Finanças), género ou faixa etária. Entendemos que o principal contributo deste trabalho se traduz na discussão em torno da importância de as instituições do ensino superior assumirem a competência digital como essencial à formação dos estudantes, e que incluam o desenvolvimento da competência digital na sua agenda estratégica, uma vez que a transformação digital exigirá num futuro próximo profissionais com mais do que com competência digital intermédia ou até mesmo avançada. O futuro precisará de profissionais com um nível de competência digital altamente especializado. |
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