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Doença Inflamatória Intestinal : será também uma doença psicossomática?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A doença inflamatória intestinal é uma doença crónica e incapacitante de etiologia ainda por esclarecer. As últimas evidências em torno do papel dos factores psicológicos na sua história natural têm sido controversas e carecem de maior investigação. O objectivo deste artigo de revisão é rever algumas das mais recentes actualizações a esta temática e encontrar factos que corroborem o lado psicossocial que esta doença possui. Em primeiro lugar, abordar-se-á o papel do stress, sintomas psicológicos e características específicas destes doentes, que poderão afectar o curso da doença e ter uma possível ligação com as exacerbações. É dada especial relevância à taxa de prevalência, aos factores individuais e de risco e ao impacto que a ansiedade e depressão têm nestes doentes. Os possíveis mecanismos através dos quais o stress pode provocar sintomas gastrointestinais, incluindo alterações nas funções motoras, sensitivas e secretoras, aumento da permeabilidade de membrana e alterações no sistema imunitário são a seguir revistos. O papel das preocupações dos doentes assim como os seus mecanismos de adaptação, estratégias de coping e factores psicossociais envolventes é de extrema importância, deve ser reconhecido pelos clínicos e é, também, discutido neste artigo. Na última parte deste artigo de revisão discute-se a psicoterapia no tratamento da doença inflamatória intestinal, em que vários autores têm procurado estabelecer uma relação benéfica; abordam-se possíveis protocolos de tratamento e desafios de diagnóstico.
Autores principais:Soares, Joana Filipa de Sousa
Assunto:Doença de Crohn Colite ulcerosa Stress psicológico Coping Psicoterapia Gastroenterologia
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A doença inflamatória intestinal é uma doença crónica e incapacitante de etiologia ainda por esclarecer. As últimas evidências em torno do papel dos factores psicológicos na sua história natural têm sido controversas e carecem de maior investigação. O objectivo deste artigo de revisão é rever algumas das mais recentes actualizações a esta temática e encontrar factos que corroborem o lado psicossocial que esta doença possui. Em primeiro lugar, abordar-se-á o papel do stress, sintomas psicológicos e características específicas destes doentes, que poderão afectar o curso da doença e ter uma possível ligação com as exacerbações. É dada especial relevância à taxa de prevalência, aos factores individuais e de risco e ao impacto que a ansiedade e depressão têm nestes doentes. Os possíveis mecanismos através dos quais o stress pode provocar sintomas gastrointestinais, incluindo alterações nas funções motoras, sensitivas e secretoras, aumento da permeabilidade de membrana e alterações no sistema imunitário são a seguir revistos. O papel das preocupações dos doentes assim como os seus mecanismos de adaptação, estratégias de coping e factores psicossociais envolventes é de extrema importância, deve ser reconhecido pelos clínicos e é, também, discutido neste artigo. Na última parte deste artigo de revisão discute-se a psicoterapia no tratamento da doença inflamatória intestinal, em que vários autores têm procurado estabelecer uma relação benéfica; abordam-se possíveis protocolos de tratamento e desafios de diagnóstico.