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Caracterização do rácio H/Q rápido em jogadores de futebol e futsal masculino

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O futebol e o futsal, são duas modalidades idênticas, no entanto, com algumas diferenças observáveis, como o caso das substituições, tempo de jogo, medidas do campo, tipo de piso, peso da bola, as quais compiladas destacam a modalidade de futsal como tendo um maior número de períodos de alta intensidade e mudanças de direção (de Lira et al., 2017). As características de jogo inerentes a cada modalidade impõem necessidades físicas diferenciadas, o que exige ações e perfis musculares próprios. O presente estudo pretendeu investigar o rácio de taxa de produção de força, com contração isométrica H/Q, em atletas destas duas modalidades. Pretendeu-se perceber se a prática destas duas modalidades conduz a perfis de força nos quadricípites e hamstrings diferenciados. Foram recrutados 40 atletas do género masculino com prática semiprofissional desportiva há pelo menos seis anos e com frequência mínima de treino de cinco sessões semanais. Os participantes eram praticantes de futebol 11 (n=20) e de futsal (n=20), sem antecedentes clínicos graves nem histórico recente de lesão muscular e/ou articular dos membros inferiores, nos últimos 6 meses. O protocolo consistiu em três repetições isométricas máximas de 4 segundos, de forma intercalada entre extensão e flexão e foram realizadas num ângulo articular de 30° de flexão (0° = extensão completa) em equipamento isocinético Biodex. Os resultados obtidos demonstraram que jogadores de futsal apresentam níveis superiores de taxa de produção de força e um rácio H/Q rápido (i.e., rácio da taxa de produção de força: TPMF H/Q) mais elevado, assim como rácio de contração voluntária isométrica máxima (i.e, CVIM H/Q). Em relação aos rácios isométricos máximos, ambas as modalidades apresentaram rácios inferiores com o membro dominante. Parece ser interessante aliar a avaliação tradicional em isocinético através de rácios convencional e rácio funcional com rácio rápido, não só para individualizar treinos de preparação física, como também ter valores de referência de TPF nos primeiros milissegundos de contração (0-250ms) para retorno à competição.
Autores principais:Afonso, André Marques
Assunto:Taxa de produção de força Rácio H/Q Futebol Futsal Lesão Isocinético Rate of force development Ratio H/Q Football Injuries Isokinetic
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O futebol e o futsal, são duas modalidades idênticas, no entanto, com algumas diferenças observáveis, como o caso das substituições, tempo de jogo, medidas do campo, tipo de piso, peso da bola, as quais compiladas destacam a modalidade de futsal como tendo um maior número de períodos de alta intensidade e mudanças de direção (de Lira et al., 2017). As características de jogo inerentes a cada modalidade impõem necessidades físicas diferenciadas, o que exige ações e perfis musculares próprios. O presente estudo pretendeu investigar o rácio de taxa de produção de força, com contração isométrica H/Q, em atletas destas duas modalidades. Pretendeu-se perceber se a prática destas duas modalidades conduz a perfis de força nos quadricípites e hamstrings diferenciados. Foram recrutados 40 atletas do género masculino com prática semiprofissional desportiva há pelo menos seis anos e com frequência mínima de treino de cinco sessões semanais. Os participantes eram praticantes de futebol 11 (n=20) e de futsal (n=20), sem antecedentes clínicos graves nem histórico recente de lesão muscular e/ou articular dos membros inferiores, nos últimos 6 meses. O protocolo consistiu em três repetições isométricas máximas de 4 segundos, de forma intercalada entre extensão e flexão e foram realizadas num ângulo articular de 30° de flexão (0° = extensão completa) em equipamento isocinético Biodex. Os resultados obtidos demonstraram que jogadores de futsal apresentam níveis superiores de taxa de produção de força e um rácio H/Q rápido (i.e., rácio da taxa de produção de força: TPMF H/Q) mais elevado, assim como rácio de contração voluntária isométrica máxima (i.e, CVIM H/Q). Em relação aos rácios isométricos máximos, ambas as modalidades apresentaram rácios inferiores com o membro dominante. Parece ser interessante aliar a avaliação tradicional em isocinético através de rácios convencional e rácio funcional com rácio rápido, não só para individualizar treinos de preparação física, como também ter valores de referência de TPF nos primeiros milissegundos de contração (0-250ms) para retorno à competição.