Publicação
A cooperação como forma de promoção da competitividade empresarial : o caso português
| Resumo: | A globalização da economia e as suas consequências, ao nível do sistema produtivo e das formas de organização empresarial, traduziram-se na emergência de um modelo organizacional flexível e com capacidade de satisfazer uma economia polarizada em torno de uma procura cada vez mais dinâmica. Foram estes os principais factores que desencadearam a implementação crescente de inúmeras estratégias de cooperação (parcerias, alianças estratégicas, acordos de cooperação), num processo de profunda reestruturação das formas de relacionamento empresarial, que se consubstanciou no reconhecimento da capacidade de obter aumentos de competitividade, através da inserção de empresas em redes estratégicas de cooperação e colaboração (distritos industriais, clusters, sistemas produtivos locais, redes de empresas).O objectivo deste trabalho é provar que a cooperação é uma forma de promoção da competitividade empresarial e que, dadas as limitações dimensionais enfrentadas pelas pequenas e médias empresas, constitui um novo modelo de organização empresarial que lhes é particularmente atractivo. É com base na articulação entre os factores que induziram estas novas formas de organização empresarial e as novas dimensões da competitividade microeconómica causadas por este contexto globalizante, que se prova a existência de um novo paradigma organizacional, orientado para a consolidação da competitividade empresarial. Este paradigma baseia-se na supremacia da cooperação e das vantagens que lhe são inerentes e, desta forma, na consciencialização da necessidade de ultrapassar o conceito de relacionamento empresarial sustentado pela concorrência e atingir o conceito de coopetition, alicerçado no equilíbrio complexo entre cooperação e competição simultâneas. Com base neste suporte teórico e nas diversas evidências empíricas (internacionais e portuguesas) apresentadas, que provam a influência da cooperação no aumento da competitividade das empresas que adoptam esta estratégia, pretende-se, então, provar que, também em Portugal, é imprescindível o fomento de práticas empresariais cooperativas como forma de promoção da competitividade das empresas portuguesas, principalmente de aspectos associados aos novos factores não-custo de competitividade. |
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| Autores principais: | Rosa, Vânia Nobre da |
| Assunto: | Cooperação empresarial Competitividade Coopetition Cluster/distrito industrial Redes empresariais Organização Business-related cooperation Competitiveness Cluster/industrial district Enterprises network Organization |
| Ano: | 2001 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A globalização da economia e as suas consequências, ao nível do sistema produtivo e das formas de organização empresarial, traduziram-se na emergência de um modelo organizacional flexível e com capacidade de satisfazer uma economia polarizada em torno de uma procura cada vez mais dinâmica. Foram estes os principais factores que desencadearam a implementação crescente de inúmeras estratégias de cooperação (parcerias, alianças estratégicas, acordos de cooperação), num processo de profunda reestruturação das formas de relacionamento empresarial, que se consubstanciou no reconhecimento da capacidade de obter aumentos de competitividade, através da inserção de empresas em redes estratégicas de cooperação e colaboração (distritos industriais, clusters, sistemas produtivos locais, redes de empresas).O objectivo deste trabalho é provar que a cooperação é uma forma de promoção da competitividade empresarial e que, dadas as limitações dimensionais enfrentadas pelas pequenas e médias empresas, constitui um novo modelo de organização empresarial que lhes é particularmente atractivo. É com base na articulação entre os factores que induziram estas novas formas de organização empresarial e as novas dimensões da competitividade microeconómica causadas por este contexto globalizante, que se prova a existência de um novo paradigma organizacional, orientado para a consolidação da competitividade empresarial. Este paradigma baseia-se na supremacia da cooperação e das vantagens que lhe são inerentes e, desta forma, na consciencialização da necessidade de ultrapassar o conceito de relacionamento empresarial sustentado pela concorrência e atingir o conceito de coopetition, alicerçado no equilíbrio complexo entre cooperação e competição simultâneas. Com base neste suporte teórico e nas diversas evidências empíricas (internacionais e portuguesas) apresentadas, que provam a influência da cooperação no aumento da competitividade das empresas que adoptam esta estratégia, pretende-se, então, provar que, também em Portugal, é imprescindível o fomento de práticas empresariais cooperativas como forma de promoção da competitividade das empresas portuguesas, principalmente de aspectos associados aos novos factores não-custo de competitividade. |
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