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BCGite como complicação da imunoterapia intravesical com Bacillus Calmette-Guérin : prevenção, diagnóstico e terapêutica, qual a melhor abordagem?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Imunoterapia Intravesical com Bacillus Calmette-Guérin é o tratamento adjuvante recomendado para o carcinoma não-invasivo da bexiga de risco intermédio e alto, após resseção transuretral da bexiga. Apesar da sua eficácia comprovada, esta terapêutica apresenta efeitos colaterais que podem apresentar gravidade significativa, nomeadamente a BCGite. Pensa-se que esta entidade poderá ser o resultado de uma infeção disseminada por Bacillus Calmette-Guérin. A sua incidência é reportada em 3% a 7% dos indivíduos que realizam instilações intravesicais com Bacillus Calmette-Guérin. Ainda que a incidência seja relativamente reduzida, a taxa de interrupção do tratamento, com consequente redução da sua eficácia, e a morbilidade (7,4%) e mortalidade (5,4%) associadas a esta infeção disseminada salientam a importância do seu reconhecimento. A BCGite manifesta-se localmente, no aparelho genito-urinário e sistemicamente com envolvimento de órgão. Esta entidade carece de uma caracterização concisa, pois diversos estudos apresentam dados pouco claros e muitas vezes discordantes. Com esta revisão pretende-se incidir sobre os diferentes aspetos clínicos da BCGite com o objetivo de obter uma caracterização mais completa da mesma, favorecendo uma abordagem mais adequada na prática clínica. A apresentação clínica, os preditores de risco, a implementação de profilaxia, o diagnóstico e o tratamento da mesma são os principais alvos deste trabalho.
Autores principais:Sardinha, Bárbara Parreira
Assunto:BCGite Carcinoma não-invasivo da bexiga Imunoterapia intravesical Bacillus Calmette-Guérin Toxicidade Doenças transmissíveis
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Imunoterapia Intravesical com Bacillus Calmette-Guérin é o tratamento adjuvante recomendado para o carcinoma não-invasivo da bexiga de risco intermédio e alto, após resseção transuretral da bexiga. Apesar da sua eficácia comprovada, esta terapêutica apresenta efeitos colaterais que podem apresentar gravidade significativa, nomeadamente a BCGite. Pensa-se que esta entidade poderá ser o resultado de uma infeção disseminada por Bacillus Calmette-Guérin. A sua incidência é reportada em 3% a 7% dos indivíduos que realizam instilações intravesicais com Bacillus Calmette-Guérin. Ainda que a incidência seja relativamente reduzida, a taxa de interrupção do tratamento, com consequente redução da sua eficácia, e a morbilidade (7,4%) e mortalidade (5,4%) associadas a esta infeção disseminada salientam a importância do seu reconhecimento. A BCGite manifesta-se localmente, no aparelho genito-urinário e sistemicamente com envolvimento de órgão. Esta entidade carece de uma caracterização concisa, pois diversos estudos apresentam dados pouco claros e muitas vezes discordantes. Com esta revisão pretende-se incidir sobre os diferentes aspetos clínicos da BCGite com o objetivo de obter uma caracterização mais completa da mesma, favorecendo uma abordagem mais adequada na prática clínica. A apresentação clínica, os preditores de risco, a implementação de profilaxia, o diagnóstico e o tratamento da mesma são os principais alvos deste trabalho.