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Trombose da artéria renal pós transplante renal : estado da arte

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A trombose da artéria renal é uma complicação devastadora e rara do transplante renal (ocorre em <1% dos casos). A maioria ocorre precocemente com um pico de incidência às 48h. A tríade de Virchow, que consiste em estase, lesão endotelial e hipercoagulabilidade explica a sua fisiopatologia. As principais causas são erros técnicos como angulações e torsões da artéria renal. Normalmente, o quadro clínico cursa com a redução abrupta do débito urinário e com uma elevação na creatinina sérica. O doente pode também sentir dor e um aumento da sensibilidade ao toque à palpação superficial do local do enxerto. Estes sintomas são comuns a outras situações que ocorrem mais tardiamente que a trombose da artéria renal. O ecodoppler apresenta-se como o meio ideal de diagnóstico desta complicação já que possuí uma sensibilidade e especificidade perto de 100%. No entanto, na maioria dos casos o tempo do diagnóstico é tão longo que a necrose inevitável leva à nefrectomia do enxerto. As opções terapêuticas incluem a trombectomia cirúrgica e técnicas endovasculares como a trombólise guiada por cateter ou a trombólise com ou sem angioplastia ou colocação de stent. Tendo em conta a gravidade desta complicação, com a possibilidade de poupar o enxerto nos casos de trombose parcial, impõe-se um protocolo de actuação nestas situações à luz dos conhecimentos actuais.
Autores principais:Pinto, Carlos Eduardo Machado Alves Costa
Assunto:Transplantação renal Técnica cirúrgica Complicações vasculares Trombose do enxerto Trombose da artéria renal
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A trombose da artéria renal é uma complicação devastadora e rara do transplante renal (ocorre em <1% dos casos). A maioria ocorre precocemente com um pico de incidência às 48h. A tríade de Virchow, que consiste em estase, lesão endotelial e hipercoagulabilidade explica a sua fisiopatologia. As principais causas são erros técnicos como angulações e torsões da artéria renal. Normalmente, o quadro clínico cursa com a redução abrupta do débito urinário e com uma elevação na creatinina sérica. O doente pode também sentir dor e um aumento da sensibilidade ao toque à palpação superficial do local do enxerto. Estes sintomas são comuns a outras situações que ocorrem mais tardiamente que a trombose da artéria renal. O ecodoppler apresenta-se como o meio ideal de diagnóstico desta complicação já que possuí uma sensibilidade e especificidade perto de 100%. No entanto, na maioria dos casos o tempo do diagnóstico é tão longo que a necrose inevitável leva à nefrectomia do enxerto. As opções terapêuticas incluem a trombectomia cirúrgica e técnicas endovasculares como a trombólise guiada por cateter ou a trombólise com ou sem angioplastia ou colocação de stent. Tendo em conta a gravidade desta complicação, com a possibilidade de poupar o enxerto nos casos de trombose parcial, impõe-se um protocolo de actuação nestas situações à luz dos conhecimentos actuais.