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Resumo:Sem a valorizarmos, a cor está presente em tudo o que nos rodeia. Contudo, ela não está disponível a todos. A presente investigação pretende torná-la acessível ao maior número de pessoas possível, nomeadamente indivíduos com deficiência visual. Sustentados na questão de investigação, pretendíamos compreender como o Design de Produto pode potenciar a aquisição e a aprendizagem das cores por pessoas com deficiência visual. Esta temática foi abordada através de uma metodologia mista, suportada pela crítica literária — nas vertentes de Design, Pessoas com Deficiência Visual, o Brincar, a Cor e Códigos de Cor — e pela investigação activa. Desenvolvemos um caso de estudo, com o recurso a um grupo de amostra de crianças com deficiência visual, de idades compreendidas entre os oito e os dez anos, as quais entrevistámos e observámos. No sentido de complementar a informação recolhida deste público-alvo, foram ainda feitos inquéritos por meio de questionários aos Encarregados de Educação e às Educadoras dos Sujeitos observados. Na sequência da análise e interpretação dos dados obtidos, foi criado um código (FO•CO) no qual as cores estão associadas a formas geométricas, uma vez que estas são um conhecimento intrínseco a todos os indivíduos desde os primeiros anos de vida. De modo a provar a pertinência deste código, foram ainda projectados puzzles com as bandeiras do mundo, nos quais é possível identificar as cores constituintes com o recurso ao código. Por via destes validámos o código através de uma experiencia com um grupo de amostra e um grupo de controlo. Desenvolvemos ainda toppers para identificar as cores de lápis e canetas, e paralelamente criámos etiquetas de roupa. Acreditamos que os elementos resultantes desta investigação são uma mais-valia para todos aqueles que sofrem de deficiência visual, sendo o código um potenciador de autonomia e inclusão para esses indivíduos, melhorando a sua qualidade de vida.
Autores principais:Pires, Filipa Nogueira
Assunto:design de produto desenvolvimento de pessoas com deficiência visual código de cor jogo didáctico product design development of the blind color code didactic game
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Sem a valorizarmos, a cor está presente em tudo o que nos rodeia. Contudo, ela não está disponível a todos. A presente investigação pretende torná-la acessível ao maior número de pessoas possível, nomeadamente indivíduos com deficiência visual. Sustentados na questão de investigação, pretendíamos compreender como o Design de Produto pode potenciar a aquisição e a aprendizagem das cores por pessoas com deficiência visual. Esta temática foi abordada através de uma metodologia mista, suportada pela crítica literária — nas vertentes de Design, Pessoas com Deficiência Visual, o Brincar, a Cor e Códigos de Cor — e pela investigação activa. Desenvolvemos um caso de estudo, com o recurso a um grupo de amostra de crianças com deficiência visual, de idades compreendidas entre os oito e os dez anos, as quais entrevistámos e observámos. No sentido de complementar a informação recolhida deste público-alvo, foram ainda feitos inquéritos por meio de questionários aos Encarregados de Educação e às Educadoras dos Sujeitos observados. Na sequência da análise e interpretação dos dados obtidos, foi criado um código (FO•CO) no qual as cores estão associadas a formas geométricas, uma vez que estas são um conhecimento intrínseco a todos os indivíduos desde os primeiros anos de vida. De modo a provar a pertinência deste código, foram ainda projectados puzzles com as bandeiras do mundo, nos quais é possível identificar as cores constituintes com o recurso ao código. Por via destes validámos o código através de uma experiencia com um grupo de amostra e um grupo de controlo. Desenvolvemos ainda toppers para identificar as cores de lápis e canetas, e paralelamente criámos etiquetas de roupa. Acreditamos que os elementos resultantes desta investigação são uma mais-valia para todos aqueles que sofrem de deficiência visual, sendo o código um potenciador de autonomia e inclusão para esses indivíduos, melhorando a sua qualidade de vida.