Publicação
Prognostic value of phrenic nerve conduction study in amyotrophic lateral sclerosis : a systematic review and meta-analysis
| Resumo: | A maioria das mortes causadas pela esclerose lateral amiotrófica (ELA) ocorrem como resultado de complicações respiratórias, o que significa que as provas de função respiratória servem como biomarcadores prognósticos nesta condição. O estudo da condução do nervo frénico (PNCS) é um teste rápido, não-volitivo e acessível que pode ser utilizado para a avaliação da função respiratória nos doentes com ELA, através da medição da componente motora do potencial de ação do nervo (CMAP). O nosso objetivo foi aferir o valor prognóstico do estudo da condução do nervo frénico na sua capacidade de predizer o risco de mortalidade, assim como a sua correlação com a capacidade vital forçada (CVF), nos doentes com ELA. Foi conduzida uma revisão sistemática e meta-análise que analisou oito estudos observacionais. Como indicador primário considerámos os hazard ratios para a mortalidade a diferentes limiares de amplitude de CMAP. Como indicador secundário considerámos a correlação entre a amplitude de CMAP e a CVF. Na meta-análise, verificou-se que os doentes com amplitude de CMAP igual ou inferior a 0.4mV tinham uma probabilidade de morrer 2.021 vezes superior, durante o período estudado (IC 95%= 1.161 a 3.522; I2 = 69.77%; 381 participantes). A amplitude de CMAP mostrou-se correlacionar positivamente com a CVF (coeficiente de correlação de 0.400; IC 95%= 0.226 a 0.550; I2= 69.77%; 381 participantes). Por outro lado, verificou-se uma correlação fraca negativa entre a latência de CMAP e a CVF (coeficiente de correlação de -0.235; IC 95% = 0.447 a -0.024; I2=15.92%; 112 participantes). Com grau moderado de evidência o nosso estudo indica que o estudo da condução do frénico pode ser considerado um marcador adicional da função respiratória, nos doentes com ELA, mas que mais investigação é necessária. |
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| Autores principais: | Silva, Cláudia Alexandra Santos da |
| Assunto: | Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) Nervo frénico Neurologia |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A maioria das mortes causadas pela esclerose lateral amiotrófica (ELA) ocorrem como resultado de complicações respiratórias, o que significa que as provas de função respiratória servem como biomarcadores prognósticos nesta condição. O estudo da condução do nervo frénico (PNCS) é um teste rápido, não-volitivo e acessível que pode ser utilizado para a avaliação da função respiratória nos doentes com ELA, através da medição da componente motora do potencial de ação do nervo (CMAP). O nosso objetivo foi aferir o valor prognóstico do estudo da condução do nervo frénico na sua capacidade de predizer o risco de mortalidade, assim como a sua correlação com a capacidade vital forçada (CVF), nos doentes com ELA. Foi conduzida uma revisão sistemática e meta-análise que analisou oito estudos observacionais. Como indicador primário considerámos os hazard ratios para a mortalidade a diferentes limiares de amplitude de CMAP. Como indicador secundário considerámos a correlação entre a amplitude de CMAP e a CVF. Na meta-análise, verificou-se que os doentes com amplitude de CMAP igual ou inferior a 0.4mV tinham uma probabilidade de morrer 2.021 vezes superior, durante o período estudado (IC 95%= 1.161 a 3.522; I2 = 69.77%; 381 participantes). A amplitude de CMAP mostrou-se correlacionar positivamente com a CVF (coeficiente de correlação de 0.400; IC 95%= 0.226 a 0.550; I2= 69.77%; 381 participantes). Por outro lado, verificou-se uma correlação fraca negativa entre a latência de CMAP e a CVF (coeficiente de correlação de -0.235; IC 95% = 0.447 a -0.024; I2=15.92%; 112 participantes). Com grau moderado de evidência o nosso estudo indica que o estudo da condução do frénico pode ser considerado um marcador adicional da função respiratória, nos doentes com ELA, mas que mais investigação é necessária. |
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