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Corrupção e direito privado romano nas obras do comediógrafo Plauto

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Resumo:O presente trabalho, quando apenas uma ideia, tinha a pretensão de localizar, nas obras do comediógrafo romano Plauto, indícios de corrupção e Direito Privado Romano. Ele que viveu durante a República Romana, por volta de 200 a.C. e deixou cerca de 21 obras que sobreviveram até nossos dias, ainda que fragmentadas, inspirava a imaginação e aguçava o desejo da pesquisa, que tais temas poderiam ser encontrados em suas sátiras. Pois, afinal, ao longo de mais de dois mil anos que nos separam do dramaturgo, suas peças influenciaram diversas gerações de notáveis, como as de William Shakespeare e Jean-Baptiste Poquelin de Molière. Na trajetória da pesquisa foram escrutinados muitos de seus textos, em versões e traduções dos originais em latim para o português, espanhol, italiano, inglês, francês e alemão. Destas, variadas edições, desde o século XIX até a uma coleção completa, bilíngue (inglês-latim), de 2016. Neste universo multicultural e multitemporal foi possível contemplar: a inspiração e beleza dos originais; a atemporalidade de diversos temas pela perspectiva da dramaturgia, mas também pela influência de quem as traduziu ou versou para seu próprio idioma e contexto histórico. Esta dissertação contempla um pouco da vida e da obra de Plauto e contextualiza-o na Roma vitoriosa e conquistadora, sobretudo sobre os Gregos. Descreve uma sociedade em crescente crise ética e moral, potencializada pela chegada de objetos artísticos, escravos letrados, metais nobres e grande quantidade de moedas. Personalidades de alta relevância histórica do período, também são retratadas. Como Catão e alguns membros da notória família dos Cipiões que travaram batalhas pessoais e públicas. Possuíam como justificativa para o embate, a decadência moral, sobretudo pela contaminação cultural com os helênicos, e a corrupção na administração dos despojos de guerra. O Direito Romano, nesta dissertação, surge da analise da condição de escravo. Personagem típica nas sátiras plautianas. A partir dele são estendidos os relatos para temas amplos como os Direitos da Pessoas; Bens; Sucessão; Obrigações; e temas específicos como o poder paterno; o casamento; o dote; contratos. Todos com uma abordagem de profundidade relativa e não exauriente, mas que cumpre o mister de demonstrar nos textos de Plauto não só a corrupção ao seu tempo, mas sobretudo, o Direito Romano Privado em muito de seu esplendor, como era percebido, sentido e demonstrado pela dramaturgia da época.
Autores principais:Silva, Raphael Giulliano Larsen Santos da
Assunto:Direito romano República Romana Corrupção Direito privado romano Comédia Obras de Plauto Teses de mestrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho, quando apenas uma ideia, tinha a pretensão de localizar, nas obras do comediógrafo romano Plauto, indícios de corrupção e Direito Privado Romano. Ele que viveu durante a República Romana, por volta de 200 a.C. e deixou cerca de 21 obras que sobreviveram até nossos dias, ainda que fragmentadas, inspirava a imaginação e aguçava o desejo da pesquisa, que tais temas poderiam ser encontrados em suas sátiras. Pois, afinal, ao longo de mais de dois mil anos que nos separam do dramaturgo, suas peças influenciaram diversas gerações de notáveis, como as de William Shakespeare e Jean-Baptiste Poquelin de Molière. Na trajetória da pesquisa foram escrutinados muitos de seus textos, em versões e traduções dos originais em latim para o português, espanhol, italiano, inglês, francês e alemão. Destas, variadas edições, desde o século XIX até a uma coleção completa, bilíngue (inglês-latim), de 2016. Neste universo multicultural e multitemporal foi possível contemplar: a inspiração e beleza dos originais; a atemporalidade de diversos temas pela perspectiva da dramaturgia, mas também pela influência de quem as traduziu ou versou para seu próprio idioma e contexto histórico. Esta dissertação contempla um pouco da vida e da obra de Plauto e contextualiza-o na Roma vitoriosa e conquistadora, sobretudo sobre os Gregos. Descreve uma sociedade em crescente crise ética e moral, potencializada pela chegada de objetos artísticos, escravos letrados, metais nobres e grande quantidade de moedas. Personalidades de alta relevância histórica do período, também são retratadas. Como Catão e alguns membros da notória família dos Cipiões que travaram batalhas pessoais e públicas. Possuíam como justificativa para o embate, a decadência moral, sobretudo pela contaminação cultural com os helênicos, e a corrupção na administração dos despojos de guerra. O Direito Romano, nesta dissertação, surge da analise da condição de escravo. Personagem típica nas sátiras plautianas. A partir dele são estendidos os relatos para temas amplos como os Direitos da Pessoas; Bens; Sucessão; Obrigações; e temas específicos como o poder paterno; o casamento; o dote; contratos. Todos com uma abordagem de profundidade relativa e não exauriente, mas que cumpre o mister de demonstrar nos textos de Plauto não só a corrupção ao seu tempo, mas sobretudo, o Direito Romano Privado em muito de seu esplendor, como era percebido, sentido e demonstrado pela dramaturgia da época.